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Macron em Pafos afirma que atacar Chipre é atacar a Europa

Em Pafos, Macron afirma que ataques a Chipre afetam a Europa, enquanto a UE reforça apoio defensivo e presença naval

Emmanuel Macron, Nikos Christodoulides e Kyriakos Mitsotakis
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  • Reunião trilateral entre o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis e o presidente cipriota Nikos Christodoulides realizou-se em Pafos, durando cerca de uma hora e a portas fechadas.
  • Mitsotakis afirmou que as ações da Europa são “puramente defensivas, longe de qualquer compromisso militar” e pediu reforço da operação de liberdade de navegação, com apoio europeu.
  • Christodoulides disse que “a segurança de Chipre significa a segurança da Europa” e agradeceu o apoio de França e Grécia, bem como o envio de fragatas e caças a Chipre.
  • Macron disse que “quando se ataca Chipre, ataca-se a Europa” e destacou a presença do porta-aviões Charles de Gaulle e a continuação da cooperação para a proteção do comércio marítimo, em contexto de tensão regional.
  • Prevista a chegada amanhã de mais unidades francesas, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle, escoltado por fragatas, com foco na presença francesa no Mediterrâneo, Estreito de Ormuz e Mar da Pérsia.

Emmanuel Macron, Kyriakos Mitsotakis e Nikos Christodoulides reuniram-se em Pafos, Chipre, numa sessão fechada que durou cerca de uma hora. O encontro, entre o presidente francês, o primeiro-ministro grego e o chefe de Estado cipriota, abordou a instabilidade no Médio Oriente e a tensão no Mediterrâneo oriental após um ataque com drones a Chipre.

Os dois países europeus manifestaram solidariedade com Chipre, destacando o apoio militar e a cooperação de França e Grécia na região. Christodoulides agradeceu as ações rápidas de allies como França e Grécia, sublinhando a importância de manter a estabilidade regional.

Macron afirmou que atacar Chipre é atacar a Europa, destacando a presença de navios franceses e gregos na área, bem como a proximidade do porta-aviões Charles De Gaulle. O presidente francês referiu ainda preocupações com a segurança energética e o papel da UE no Mediterrâneo.

Mitsotakis reiterou que a segurança de Chipre é prioridade nacional e frisou que a ajuda europeia não é militar, mas de apoio defensivo. O primeiro-ministro grego chamou à responsabilidade europeia perante a segurança de navegação e ao reforço da operação Shields.

A reunião em Pafos ocorreu na base Andreas Papandreou, com a participação de outras autoridades cipriotas, como ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. A comitiva grega chegou pouco antes da chegada de Macron a Chipre.

Chegada e contexto

Mitsotakis aterrou em Chipre pouco depois das 12h45, recebendo Christodoulides. Macron chegou poucos minutos depois, com os anfitriões a dar as boas-vindas aos líderes. Analistas veem o encontro como sinal de coordenação entre aliados na região.

A equipa de Macron destacou que a presença francesa reforça laços estratégicos com Chipre. A imprensa menciona também a possível passagem de navios e de aeronaves da França e de outros estados membros como parte de uma resposta coordenada.

Esperam-se ainda desenvolvimentos na próxima etapa: navios de guerra de superfície manterão vigilância e cooperação com forças locais para garantir a navegação segura. O objetivo é reduzir riscos na área sem engajar-se em operações militares diretas.

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