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Líder da oposição húngara pede à Rússia para não interferir nas eleições

Líder da oposição húngara exorta a Rússia a abster-se de interferir nas legislativas, após alegações de uma operação Kremlin na embaixada em Budapeste

Péter Magyar, líder do partido da oposição Tisza nas eleições nacionais de 12 de abril, fala durante a abertura da campanha do partido
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  • O líder da oposição húngara, Péter Magyar, pediu à Rússia que se abstenha de interferir nas eleições parlamentares de 12 de abril.
  • Um relatório da VSquare alegou que o Kremlin enviou uma equipa de três pessoas para a embaixada russa em Budapeste, com o objetivo de favorecer Viktor Orbán; a Rússia negou as acusações.
  • O relato afirma que a operação seria supervisionada por Sergei Kiriyenko, em Moscovo, e que também visava a presidente Maia Sandu na Moldova.
  • A embaixada russa afirmou que não há delegação liderada por Kiriyenko ou Titov a trabalhar na Embaixada e acusou Magyar de ser a fonte das alegações.
  • As tensões entre Hungria e Ucrânia sobem à medida que as eleições se aproximam, com Orbán a manter contacto com Putin e a Hungria a confrontar Kyiv em questões energéticas e políticas.

Péter Magyar, líder da oposição húngara, pediu à Rússia que não interfira nas eleições legislativas da Hungria. A chamada surge após um relatório que acusa uma equipa do Kremlin de operar a partir da embaixada russa em Budapeste para favorecer Viktor Orbán. A Rússia negou as alegações, classificando-as como falsas.

Segundo o relatório, divulgado pela plataforma de investigação VSquare, uma equipa de três pessoas sob a liderança de Vadim Titov terá atuado na Ucrânia e na Hungria para influenciar o resultado eleitoral. A operação seria supervisionada por Sergei Kiriyenko, dirigente próximo de Vladimir Putin, que também teria dirigido interferência noutras eleições na região.

A embaixada russa em Budapeste rejeitou as acusações, afirmando que nenhuma delegação liderada por Kiriyenko ou Titov está a trabalhar na embaixada. Em comunicado divulgado online, a instituição mencionou que Magyar é a fonte das alegações e questionou o motivo de o líder de oposição ter utilizado tais métodos.

Magyar apelou à Rússia para se abster de influenciar as eleições parlamentares húngaras e de ameaçar os cidadãos. O líder do Partido Tisza afirma que, se eleito, procurará manter relações estáveis com a Rússia, sem abandonar o alinhamento com a União Europeia.

Contexto da campanha e relação com a Ucrânia

A campanha ocorre num contexto de tensões crescentes entre Hungria e Ucrânia, agravadas pela posição de Orbán em manter laços próximos com Putin e por déficits energéticos. A Hungria continua a depender de combustíveis fósseis russos, apesar da pressão da UE para reduzir essa exposição. Recentemente, Budapeste bloqueou parte de um pacote de apoio da UE a Kiev e houve controvérsia diplomática entre os dois países.

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