- Donald Trump afirmou, numa cimeira em Miami, que Cuba está nos seus últimos momentos de vida e que vai ter uma grande vida nova, após dizer que negocia com Havana.
- O Presidente dos Estados Unidos voltou a dizer que espera uma mudança rápida em Cuba e que a sua atenção está na guerra com o Irão.
- Trump afirmou que, com o secretário de Estado Marco Rubio, está a negociar com o governo de Havana e que um acordo com Cuba seria feito “muito facilmente”.
- O líder norte-americano disse que Cuba será o próximo alvo após uma operação militar no Médio Oriente, descrita por ele como uma campanha bem-sucedida.
- A cimeira em Miami contou com vários presidentes de países latino-americanos e também com o presidente eleito do Chile, entre outros, em contexto de tensões regionais.
Donald Trump afirma que Cuba está nos seus “últimos momentos” sob o regime atual e diz estar a negociar com Havana, prevendo uma “grande vida nova” para o país. A declaração foi feita numa cimeira em Miami, junto de líderes de direita latino-americana.
Segundo a sua versão, Cuba entraria numa fase de mudança rápida, com o objetivo de chegar a um acordo com os EUA. Trump garantiu que a atenção norte‑americana permanece centrada na situação no Irão.
Durante a conversa com a CNN, o ex‑presidente indicou que a campanha militar liderada pelos EUA e por Israel no Médio Oriente já atingiu objetivos, e descreveu Cuba como o próximo alvo de ações políticas. Não forneceu prazos.
Trump mencionou que ele próprio e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros dos EUA, Marco Rubio, estão a negociar com o governo cubano. Afirmou ter ouvido há décadas sobre a possibilidade de um acordo com Cuba, sem detalhar condições.
A situação econômica de Cuba ficou marcada pelo corte do petróleo venezuelano após a detenção de Nicolás Maduro. O governo norte‑americano tem imposto tarifas a países que forneçam petróleo à ilha, agravando a crise local.
Participação internacional
Na cimeira realizada em Miami participaram chefes de Estado da Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, e o chefe de governo de Trinidad e Tobago. Também esteve o presidente eleito do Chile, que tomará posse em breve.
Entre os presentes estiveram líderes vizinhos da região, bem como figuras de outros países, cuja participação tem valorizado o tom crítico a políticas da região. A reunião foi apresentada como uma oportunidade para debater relações políticas e económicas.
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