- Marcelo Rebelo de Sousa realizou quarenta e seis viagens por ano, totalizando 176 deslocações ao estrangeiro em dez anos em Belém, a maior marca entre presidentes em igual período.
- Passou por sessenta países, com foco em Europa, lusofonia e comunidades portuguesas.
- O recorde anterior pertencia a Mário Soares, com mais de cento e sessenta visitas. Cavaco Silva realizou oitenta.
- As viagens incluíram deslocações oficiais, de Estado, cimeiras, inaugurações, cerimónias desportivas e culturais, bem como funerais de Estado e celebrações do Dia de Portugal.
- O presidente afirmou que as visitas foram “por missão, não por prazer”, justificando o aumento das deslocações pela expansão das relações diplomáticas e pelas tensões internacionais.
Marcelo Rebelo de Sousa encerra, aos 10 anos de Presidência, uma linha de ação centrada na diplomacia. Ao todo realizou 176 deslocações ao estrangeiro, em 60 países, num esforço de presença institucional constante.
O conjunto de visitas incluiu missões oficiais, visitas de Estado, cimeiras, cerimónias desportivas e culturais, bem como posses, funerais de Estado e celebrações do Dia de Portugal. A meta foi reforçar relações com a Europa, a lusofonia e comunidades portuguesas.
A contagem supera, num período equivalente, o registo de qualquer presidente anterior, com Mário Soares a manter o recorde anterior de 160 visitas. A explicação dada era de que as deslocações são hoje mais necessárias pela expansão das relações diplomáticas e pelo atual cenário internacional.
Rasto diplomático
O clima de maior exigência de viagens refletiu a estratégia de presença multilateral anunciada pela Presidência, enfatizando cooperação, fronteiras abertas e traços de interesse nacional em múltiplas frentes. A atuação enfatizou ligações com parceiros da União Europeia, mercados lusófonos e comunidades portuguesas no estrangeiro.
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