- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu à população para manter a cabeça fria perante as declarações de Donald Trump de que o México é epicentro da violência dos cartéis.
- Sheinbaum disse que o assunto será analisado na segunda-feira, durante a conferência matinal, sem entrar em detalhes.
- Isto surge após Trump anunciar a criação de uma coligação militar para derrotar os cartéis, com apoio de vários países de direita, sem que o México participe.
- Trump afirmou que os cartéis controlam o México e lançou o “Escudo das Américas” numa cimeira na Flórida; estiveram presentes líderes de vários países, mas México, Brasil e Colômbia não foram convidados.
- A porta-voz do Departamento de Estado, Natalia Molano, indicou que pode haver oportunidade de expandir a aliança no futuro e que a iniciativa se baseia na soberania e no estado de direito; a cimeira seguiu à captura e morte de El Mencho, líder do CJNG.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o México é o epicentro da violência dos cartéis, e a chefe de Estado do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população. A reação ocorreu durante a inauguração de um estabelecimento de ensino em Ixtapaluca, Estado do México, sem detalhar as declarações de Trump.
Sheinbaum disse que se deverá falar do assunto na conferência matinal de segunda-feira, mantendo a “cabeça fria” perante as declarações sobre o narcotráfico. A entrevista aos jornalistas ocorreu após o anúncio de uma coligação militar entre EUA e vários países de direita da região, sem a participação do México.
Durante a cimeira realizada num campo de golfe na Flórida, Trump anunciou a criação do denominado “Escudo das Américas” e afirmou que os cartéis controlam o México, prometendo apoio militar aos países que aderirem. Participaram líderes de vários países latino-americanos próximos a Trump.
A reunião ocorreu num momento de tensões entre Washington e México, após a captura e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, chefe do CJNG, em fevereiro. O objetivo declarado da coalizão é enfrentar o narcotráfico com força militar, segundo Trump.
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado espanhol, Natalia Molano, o discurso abriu a possibilidade de ampliar a aliança no futuro, caso haja pedidos de auxílio para combater o narcotráfico. A iniciativa sublinha a soberania e o Estado de direito de cada país envolvido.
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