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Inéditos de Pessoa e Javier Marías marcam estreias literárias de março

Inéditos de Fernando Pessoa e Javier Marías; estreias internacionais; finalistas do Booker; regresso de autores consolidados no panorama literário português

Inéditos de Pessoa e Javier Marías, autores premiados e estreias nos novos livros de março
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  • Em março, a Dom Quixote destaca novidades internacionais: Iris Wollf estreia em Portugal com Clareiras, e David Úcles publica A península das casas vazias, romance premiado sobre a guerra civil espanhola.
  • A edição em Portugal da Leya traz Triunfo do triunfo e outros contos escolhidos, de Luísa Costa Gomes, reunindo contos dispersos; Carla Louro estreia com Entra-se na casa pelo pátio, vencedora do Prémio de Poesia Nuno Júdice; e Um chapéu de leopardo, de Anne Serre, finalista do Booker 2025.
  • Na Dom Quixote consta ainda Autorretrato. Instruções para Sobreviver à máfia, de Davide Enia, que é também uma peça de teatro; John Banville publica Entardecer em Veneza; Erri de Luca chega com Impossível e Endireitar a economia.
  • Javier Marías estreia-se em Portugal com Negras costas do tempo; Katie Kitamura lança Audição, finalista do Booker; Vera Iaconelli apresenta Análise. Notas do divã pela Companhia das Letras.
  • Outras novidades relevantes incluem Alba de Céspedes Nas palavras dela; Elizabeth Strout Os irmãos Burgess; e títulos complementares de Clarice Lispector, Ana Cláudia Santos e Georges Simenon em várias editoras.

Duas signas internacionais dominam as novidades editoriais de março: Iris Wollf, escritora alemã nascida na Roménia, chega a Portugal pela primeira vez com Clareiras. David Úcles estreia com A península das casas vazias, romance premiado sobre a Guerra Civil Espanhola, permanecendo relevante após dois anos desde a sua publicação.

A Dom Quixote apresenta ainda Triunfo do triunfo e outros contos escolhidos, de Luísa Costa Gomes, reunindo contos dispersos. Carla Louro estreia com Entra-se na casa pelo pátio, após vencer o Prémio de Poesia Nuno Júdice. Anne Serre propõe Um chapéu de leopardo, finalista do Booker 2025.

Destaques internacionais e teatro

Davide Enia lança Autorretrato. Instruções para Sobreviver à máfia, que mistura memória pessoal com a experiência siciliana. John Banville, vencedor do Booker, publica Entardecer em Veneza, na Dom Quixote. Erri de Luca assina Endireitar a economia e Impossível, que unem narrativa e reflexão social.

Autores lusófonos e perspectivas contemporâneas

Morgane Delaunay revela Retornados, análise de fenómenos marcantes da história portuguesa recente. Wolfram Eilenberger encerra a trilogia sobre filósofos do século XX com Espirítos do presente. Anthony Gottlieb estreia a biografia Ludwig Wittgenstein, considerada a mais completa sobre o pensador.

Reedições e novas vozes

Alfaguara reexpõe Alba de Céspedes em Nas palavras dela, explorando amor e liberdade feminina na Itália fascista, e Elizabeth Strout lança Os irmãos Burgess, sobre família e perdão. Javier Marías estreia Portugal com Negras costas do tempo, romance que questiona fronteiras entre realidade e ficção, numa publicação inédita no país.

Katie Kitamura apresenta Audição, finalista do Booker, centrado em identidade e relações humanas. Vera Iaconelli, na Companhia das Letras, publica Análise. Notas do divã, que investiga o papel da terapeuta no consultório.

Continuidade de títulos e renovação

Laços de família, de Clarice Lispector, chega numa edição que reúne treze contos sobre crises existenciais. Ana Cláudia Santos assina A morsa — Contos de inocência e violência, explorando memórias afetivas. Cavalo de Ferro traz César Aira com A prova, sobre punk e liberdade.

Georges Simenon reaparece com O Círculo dos Mahé, romance psicológico. Clara Usón abre a Elsinore com As feras, retratando a ETA e a Espanha dos anos 1980. Penguin Clássicos publica textos inéditos de Pessoa em Uma história da literatura portuguesa.

Contexto editorial

Olympe de Gouges assina Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, uma resposta histórica a exclusões. Guerra e Paz aposta em Ano zero, de João Céu e Silva, e no diálogo entre José Barata-Moura e José Jorge Letria, sobre filosofia e cultura. Gradiva traz Hochschild e George Steiner, além de novas obras de Oyinkan Braithwaite e Sidarta Ribeiro.

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