- O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou ter atingido o porta-drones iraniano IRIS Shahid Bagheri, que ficou em chamas.
- O navio, da Marinha iraniana, é descrito como capaz de enviar e receber drones e helicópteros.
- O almirante Brad Cooper disse que já foram destruídos até agora trinta navios iranianos e que o porta-drones está a arder.
- Nos últimos três dias, os EUA dizem ter atacado quase duzentos alvos no Irão, com bombardeiros B-2 a lançar dezenas de bombas penetrantes.
- O secretário da Guerra dos EUA afirmou que a capacidade de fogo sobre o Irão deverá aumentar drasticamente, com mais esquadrões de caças e bombardeiros a chegar.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirmou ter atacado e colocado em chama o porta-drones IRIS Shahid Bagheri, navio da marinha iraniana. O ataque ocorreu na sequência de uma conferência de imprensa na quinta-feira, 5 de março, durante a apresentação de resultados de operações militares no Médio Oriente.
Segundo o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, a marinha do Irão tem vindo a perder força e os ataques norte-americanos intensificaram-se. Cooper indicou que, nas últimas 72 horas, os bombardeiros B-2 atingiram quase 200 alvos no Irão, incluindo silos de mísseis balísticos. O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, frisou que a capacidade de fogo sobre o Irão pode aumentar nos próximos dias, com mais caças, bombardeiros e defesas em funcionamento.
O IRIS Shahid Bagheri e o que se sabe
O Shahid Bagheri seria o primeiro porta-drones dedicado do Irão, convertido a partir do porta-contentores sul-coreano Perarin. O navio mede cerca de 240 metros e, ao que tudo indica, pode transportar até 60 UAVs e helicópteros, com 30 embarcações de ataque rápido. A conversão levou dois anos e o porta-drones tornou-se disponível para a Guarda Revolucionária Islâmica em fevereiro de 2025.
A embarcação era capaz de operar drones furtivos da classe Qaher-313 e era descrita por analistas como uma base marítima móvel capaz de ampliar o alcance das operações iranianas para o Golfo de Omã e o Mar Arábico. Países como Irão e Turquia já operam porta-drones, enquanto outras nações estudam o desenvolvimento de modelos semelhantes para reforçar as suas marinhas.
A notícia surge num contexto de avaliação de capacidades militares regionais, com os EUA a manter vigilância reforçada e a realçar capacidades de fogo e de ataque disponíveis de forma rápida. No momento, não há informações oficiais sobre danos adicionais, nem sobre o estado exato do navio após o ataque.
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