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Açores protestam contra uso da Base das Lajes no conflito de Trump

Pouco mais de duas dezenas de manifestantes contestam a Base das Lajes como plataforma militar dos EUA no Irão, pedindo cessar a participação portuguesa

Os manifestantes questionam "a incoerência da posição" do Governo português
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  • Pouco mais de duas dezenas de pessoas manifestaram-se, este sábado, em frente à Base das Lajes, Açores, contra a utilização da infraestrutura para operações militares relacionadas com o ataque dos EUA ao Irão.
  • A ação, com várias frases nas faixas e folhas com mensagens, foi organizada como iniciativa cidadã, com participação de militantes do Bloco de Esquerda, mas apresentada como plural.
  • A porta-voz Laura Alves pediu que o Governo discuta o tema na Assembleia da República e na Assembleia Legislativa dos Açores, defendendo que “todos os pontos de vista devem ser tidos em conta”.
  • O protesto durou menos de uma hora; no final, descolaram da Base das Lajes dois aviões C-130 da Força Aérea norte-americana.
  • Os aviões KC-46 Pegasus, estacionados desde 18 de fevereiro, têm saído em missões desde o dia 27, possivelmente para reabastecer aeronaves norte-americanas envolvidas no conflito, incluindo bombardeiros já admitidos no ataque.

Pouco mais de duas dezenas de pessoas manifestaram-se este sábado junto à Base das Lajes, nos Açores, contra a utilização da infraestrutura como plataforma para operações militares associadas ao ataque dos EUA ao Irão. A ação ocorreu em frente à base e durou menos de uma hora, com cartazes que exigiam o respeito pelo direito internacional e a saída de militares da região.

Os manifestantes, entre os quais estiveram militantes do Bloco de Esquerda, classificaram a participação portuguesa como cidadã e defenderam que o Governo deve incluir todos os pontos de vista no debate, nomeadamente na Assembleia da República e na Assembleia Legislativa dos Açores. A porta-voz do grupo enfatizou oposição tanto ao regime iraniano como a narrativas que justifiquem a escalada do conflito sem via diplomática.

No início do protesto, o manifesto denunciou a legitimidade duvidosa do ataque ao Irão, destacando mortes civis e chamando à suspensão imediata da escalada. Reiterou o apelo para que Portugal rejeite o uso da Base das Lajes em operações militares que alimentem o conflito, defendendo a proteção de populações civis e a via diplomática.

Desdobramentos no terreno e contexto

Pouco tempo depois do protesto, dois aviões C-130 da Força Aérea norte-americana descolaram da base. A operação ocorre numa altura em que estão em voos regulares 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, estacionados nas Lajes desde 18 de fevereiro, embora apenas alguns tenham efetuado missões desde 27 de fevereiro.

Os KC-46, com capacidade de reabastecer aeronaves em pleno voo, devem apoiar deslocações entre os Estados Unidos e o Médio Oriente, incluindo bombardeiros que já estiveram envolvidos no ataque. O papel das aeronaves na logística de operações militares permanece em análise pelas autoridades portuguesas e pela imprensa.

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