- Paulo Sande afirma que Trump tem tido várias némesis na Europa no último ano.
- O especialista em assuntos europeus ressalva que a Europa não pode ser “um museu do mundo” nem “um vassalo dos poderosos do momento”.
- Sande recorda que foi director do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal entre 2004 e 2012.
- Analisa a recusa de Espanha em permitir aos EUA o uso de bases militares para uma intervenção contra o Irão.
- Defende que essa intervenção, bem como a da Venezuela, não pode passar sem reparo, ainda que a Europa apoie os aliados no momento decisivo.
Paulo Sande, especialista em Assuntos Europeus e ex-diretor do Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal (2004–2012), comenta a atual relação entre EUA e Europa. O analyst aponta que a Europa não pode ser tratada como um museu do mundo nem como um vassalo dos poderosos de cada momento. A reflexão surge no contexto de tensões geopolíticas em que aliados tradicionais procuram manter influência estratégica.
Sobre a posição da Espanha, Sande refere a recusa de Madrid em permitir o uso de bases militares espanholas pelos EUA para apoiar uma possível intervenção contra o Irão. O analista sublinha que decisões desse tipo afetam a credibilidade das alianças ocidentais e têm impacto direto na segurança regional. A notícia destaca que a Espanha já retirou aeronaves de bases de peso estratégico para os EUA, segundo informações mencionadas.
Quanto ao papel da Europa, o especialista afirma que ações militares envolvendo o Irão e a Venezuela não devem passar sem reparos. Mesmo que, em momentos decisivos, a Europa possa enfrentar pressões para apoiar velhos aliados, a análise sugere a necessidade de um posicionamento mais autónomo e fundamentado, para evitar dependência excessiva de potências externas.
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