- O presidente Gustavo Petro reagiu às declarações de Pete Hegseth, que disse que os EUA poderiam agir sozinhos contra cartéis se os países da região não intensificarem a luta.
- Petro rejeitou a intervenção unilateral e pediu cooperação regional para enfrentar o tráfico de droga.
- O presidente colombiano afirmou que, para destruir os cartéis mafiosos, é preciso agir juntos na região.
- Petro disse que a América Latina tem interesse direto em acabar com estas redes, destacando que a Colômbia está entre os interessados.
- A posição de Petro surge após o aviso de Washington em Miami e no contexto de operações americanas no Equador contra organizações ligadas ao narcotráfico, enquadradas numa ofensiva mais ampla.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às declarações do secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que avisou que Washington pode atuar sozinha contra cartéis de droga se a região não intensificar o combate. A entrevista/fala ocorreu na sequência de um discurso em que se discutiu a atuação unilateral.
Petro afirmou publicamente que os Estados Unidos não precisam de ir sozinhos para enfrentar os cartéis, defendendo a cooperação regional como estratégia mais eficaz. O chefe de Estado colombian destacou que a luta contra o tráfico deve ser conduzida em conjunto com os países vizinhos.
O líder colombiano reforçou que a América Latina tem interesse direto em erradicar estas redes criminosas e que a Colômbia, junto com a região, é quem mais se envolve neste combate. A mensagem foi publicada numa rede social oficial.
A postura do Presidente surge após Hegseth ter dito, numa conferência regional em Miami, que EUA estão dispostos a avançar com ações mais fortes se os parceiros não contribuírem. O discurso refletiu um endurecimento da posição norte-americana.
Na mesma linha temporal, o Equador informou que as Forças Armadas dos EUA realizaram operações no terreno contra organizações ligadas ao narcotráfico, em coordenação com autoridades locais. A ação integra uma ofensiva mais ampla contra o chamado narcoterrorismo.
Até ao momento da publicação, a reação de Petro representou uma das primeiras respostas públicas de um líder latino-americano às falas do Pentágono. Não foram reportadas outras reações oficiais de chefes de Estado da região.
Reação regional e contexto
Analistas apontam para uma mudança no tom de Washington, que sinaliza maior disponibilidade para ações diretas. A cooperação entre países da região continua a ser apresentada como eixo estratégico de combate ao tráfico de droga.
A notícia destaca que, apesar das tensões, a cooperação institucional permanece como via preferencial para enfrentar as redes criminosas sem recorrer a intervenções isoladas. O tema ganha relevância em termos de segurança regional.
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