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Portugueses repatriados ficam dois dias a mais do previsto

Portugueses repatriados chegam a Lisboa após viagem exaustiva, num voo fretado que retirou 147 passageiros de zonas de risco no Médio Oriente

Foto: António Cotrim/Lusa
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  • O voo fretado pela TAP Air Portugal chegou ao Aeródromo Militar de Lisboa, reunindo 147 passageiros (139 portugueses e 8 de outros países) às 10h15.
  • A operação repatriou portugueses que estavam em zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.
  • Mariana Carvalho, uma das repatriadas, contou ter passado 36 horas em viagem desde o Dubai, com 17 horas de espera no aeroporto.
  • No local, os passageiros foram recebidos pelo secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, e receberam um lanche enquanto aguardavam.
  • A jovem explicou que estavam para ficar uma semana e acabaram por ficar duas, devido à escalada do conflito; optaram por este voo por evitar cancellamentos.

O grupo de portugueses repatriados aterrou hoje no Aeródromo Militar de Lisboa a bordo de um voo fretado pela TAP Air Portugal, vindo de Omã via Dubai. No total, foram 147 passageiros, 139 portugueses e oito de outros países, que chegaram ao final da manhã ao Portugal continental. A aterragem ocorreu pelas 10h15, a bordo de uma aeronave A330.

Os passageiros receberam acolhimento imediato na sala do aeródromo, onde estavam presentes o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, e jornalistas. Entre os presentes, alguns contaram aos repórteres as dificuldades vividas desde o início da crise no Médio Oriente, com a escalada do conflito entre EUA e Israel e a cobertura mediática que se seguiu.

Mariana Carvalho, uma das portuguesas envolvidas, explicou aos jornalistas o cansaço da viagem: foram 36 horas a viajar, com transporte terrestre difícil desde o hotel até Omã e uma espera de 17 horas no aeroporto. A visitante, que estava no Dubai com a irmã gémea, Cristina, partilhou que o objetivo era regressar a Portugal o mais cedo possível, já que o cenário do conflito começou a agravar-se de forma contínua.

As duas irmãs decidiram seguir com o voo fretado hoje, optando por regressar ao país pela via portuguesa, temendo que novas alterações pudessem cancelar a viagem. O repatriamento destina-se a cidadãos nacionais que procuram deixar zonas de risco associadas à crise regional.

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