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Portugal legaliza centenas de imigrantes ilegais para trabalharem na Espanha

PJ e Polícia Nacional de Espanha desmontam rede que regularizava imigrantes ilegais com documentos falsos em Portugal para trabalhar em Espanha, movimentando cerca de 40 milhões de euros

Operação da PJ do Porto em conjunto com a Polícia Nacional de Espanha
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  • Uma operação conjunta da Polícia Judiciária de Portugal e da Polícia Nacional de Espanha, com apoio da EUROJUST, desmantelou uma rede que regularizava imigrantes ilegais em Portugal para trabalharem na Espanha.
  • A maioria dos imigrantes, sem visto, era recrutada na América do Sul e encaminhada para atividades especializadas, mas colocada em situação de grande vulnerabilidade e com violação de direitos laborais.
  • O esquema usava documentação falsa para regularizar a residência em Portugal, ainda que os trabalhadores vivessem e trabalhassem em Espanha, sob ordens das empresas do grupo; a prática utilizava o mecanismo de manifestação de interesse, revogado em junho de 2024.
  • Na operação Caravela foram apreendidos milhares de documentos, incluindo autorizações de residência portuguesas digitais falsas, cartões de cidadão espanhóis e documentos de segurança social; registaram-se cerca de 700 mil euros em valores apreendidos e movimentos de entrada e saída de aproximadamente 40 milhões de euros em Espanha.
  • As buscas, realizadas em Portugal (Vila Nova de Gaia, Valongo e Estarreja) e em Espanha, resultaram na detenção de cinco pessoas em território espanhol; investigações apontam para crimes de auxílio e associação à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, falsificação de documentos e possível tráfico de pessoas para exploração laboral.

A Polícia Judiciária do Porto desmantelou uma rede que regularizava imigrantes ilegais para trabalhar em Espanha, com documentação falsa em Portugal. A cooperação contou com a Polícia Nacional de Espanha e EUROJUST. A operação, chamada Caravela, ocorreu em dois países.

Os inquiridos tinham criadas várias empresas para inserir mão-de-obra sem visto no mercado europeu. A maioria dos trabalhadores vinha da América do Sul, atraída com promessas de funções especializadas na Europa, segundo a PJ.

Os imigrantes eram regularizados em Portugal com documentação falsa, embora residissem e trabalhassem em Espanha. O mecanismo de manifestação de interesse, revogado em 2024, era explorado para emitir autorizações de residência.

Movimentações financeiras e documentação falsificada

Durante as buscas, a equipa apreendeu milhares de documentos, incluindo autorizações de residência digitais falsas, cartões de cidadão espanhóis e certificados de saúde. Foram ainda apreendidos material informático, veículos de luxo e cerca de 700 mil euros.

A operação permitiu identificar movimentos de entrada e saída de cerca de 40 milhões de euros em território espanhol, com todas as contas bancárias das empresas visadas indisponíveis para os investigados.

Detenção e atuação internacional

As buscas decorreram em Vila Nova de Gaia, Valongo e Estarreja, com 20 inspetores da PJ envolvidos. Seram detidas cinco pessoas em Espanha, num esquema que as autoridades associam a auxílio e angariação de mão-de-obra ilegal, falsificação de documentos e possível tráfico de pessoas.

A investigação aponta ainda que a gestão das empresas se fazia a partir de Espanha, com suspeitas de associação criminosa e violação de direitos laborais e normas de segurança.

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