- A NASA distinguiu dois cientistas do Uzbequistão pela contribuição nas observações que confirmaram a primeira alteração comprovada da órbita de um asteroide, após a missão DART.
- Observações de uma rede global, incluindo o Observatório de Maydanak, mostraram que o período orbital de Dimorphos, lua de Didymos, encurtou em cerca de 32 minutos.
- Kamoliddin Ergashov e Otabek Burkhonov participaram num grupo de quase cem investigadores de 28 observatórios, que alimentaram os dados usados para medir a alteração orbital.
- A NASA concedeu o NASA Group Achievement Award ao conjunto de investigadores, reconhecendo o trabalho colaborativo entre instituições para a defesa planetária.
O Observatório de Maydanak, na Ásia Central, integrou uma rede global de observação que confirmou que a missão DART da NASA alterou a órbita de Dimorphos, a pequena lua que orbita Didymos. A mudança ocorreu após o impacto cinético da sonda, em uma experiência de defesa planetária sem precedentes.
Cem investigadores de 28 observatórios trabalharam no acompanhamento, incluindo os astrónomos do Uzbequistão Kamoliddin Ergashov e Otabek Burkhonov, do Instituto Astronómico Mirzo Ulug‘bek. As suas medições contribuíram para o conjunto de dados internacional que mediu a alteração orbital.
Observações fotométricas realizadas antes e depois do impacto mostraram que Dimorphos completou o seu ciclo em torno de Didymos cerca de 32 minutos mais rápido. Essa redução do período orbital foi verificada de forma independente por múltiplos telescópios ao redor do mundo.
Participação e reconhecimento
O trabalho do Observatório de Maydanak ajudou a preencher lacunas de observação na rede mundial e a refinar as medições do período orbital de Dimorphos. A NASA atribuiu o NASA Group Achievement Award aos investigadores pela cooperação entre várias instituições.
Burkhonov afirmou que o projeto demonstra o potencial de cooperação internacional para monitorizar objetos próximos da Terra e explorar futuras estratégias de defesa planetária. Ergashov acrescentou que a experiência pode apoiar estudos sobre rotação e detritos de asteroides, fortalecendo a segurança espacial global.
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