- O governo da Islândia propôs realizar um referendo a 29 de agosto sobre o reinício das negociações de adesão à União Europeia.
- A Islândia candidatou-se em 2009, na sequência da crise financeira, e suspendeu as negociações em 2015.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Kristrún Frostadóttir, disse que uma resolução sobre o tema deverá ser apresentada ao parlamento na próxima semana.
- A Comissão Europeia congratulou-se com o anúncio, destacando a relação próxima e o interesse em reforçar a cooperação.
- Histórico das negociações: entre 2010 e 2013 foram encerrados 11 dos 33 capítulos; em 2013 o governo congelou as conversas e, em 2015, pediu para deixar de ser candidato.
A Islândia vai realizar um referendo sobre o reinício das negociações de adesão à União Europeia. O governo propôs que a consulta ocorra a 29 de agosto, para decidir se o país reabrirá o processo de candidatura. A iniciativa foi anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Kristrún Frostadóttir, que indicou que a resolução deverá subir ao parlamento na próxima semana.
A candidatura da Islândia foi apresentada em 2009, após a crise financeira que afetou fortemente a economia local. Desde então, as negociações passaram por várias fases, com avanços limitados e o encerramento de parte dos capítulos de negociação entre 2010 e 2013.
Contexto histórico
Em dezembro de 2013, o governo congelou as negociações, citando recuperação econômica. Em março de 2015, o país formalmente pediu para deixar de ser candidato à adesão. O anúncio do referendo marca uma nova etapa na relação entre Islândia e a UE.
Reação da UE
A Comissão Europeia saudou a declaração islandesa, destacando a relação próxima entre as partes. O porta-voz Markus Lammert afirmou que a cooperação é forte e que a UE pretende continuar e fortalecer o relacionamento com as autoridades islandesas.
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