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Europol alerta para aumento do risco de terrorismo na UE

Europol alerta para nível elevado de ameaça terrorista na UE, devido à guerra no Médio Oriente, com risco aumentado de ciberataques e radicalização online

A Europol indica, contudo, que até ao momento "não há impacto direto num aumento do tráfico de imigrantes"
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  • A Europol alerta que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento na UE é elevado, em virtude da guerra no Médio Oriente, e prevê aumento do risco de ciberataques.
  • A disseminação rápida de conteúdos polarizadores online pode acelerar a radicalização a curto prazo, sobretudo entre diásporas que residem na Europa e indivíduos isolados.
  • Os grupos aliados do Irão, incluindo o Hezbollah, Hamas e os Houthis, podem envolver-se em atividades desestabilizadoras na UE, nomeadamente ataques, intimidação, financiamento do terrorismo, bem como ciberataques e desinformação.
  • A Europol aponta que redes criminosas e terroristas podem usar o contexto para fraudes e desinformação com recurso à inteligência artificial, com alvos prováveis como instalações diplomáticas, infraestruturas públicas e críticas.
  • Não há ainda impacto directo no tráfico de imigrantes; a UE reforça controlos fronteiriços e o sistema de informação Schengen, com o novo sistema de entrada e saída a operar plenamente em abril, já tendo permitido deter quinhentas pessoas consideradas ameaças.
  • Contexto internacional: Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão a 28 de fevereiro, com morte atribuída ao Ayatollah Ali Khamenei.

A Europol alertou que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento na União Europeia está elevado, devido à guerra no Médio Oriente. O risco de ciberataques também pode aumentar nos próximos meses.

A agência aponta que a ameaça pode materializar-se pela radicalização de indivíduos isolados ou de pequenas células auto-organizadas. A disseminação rápida de conteúdos online facilita esse fenómeno a curto prazo.

A Europol alerta ainda para a atuação de proxies do Irão, como Hezbollah, Hamas ou Huthis, além de redes que atuam sob instituições de segurança iranianas. As operações podem incluir ataques, intimidação, financiamento do terrorismo, ciberataques, desinformação e fraude online.

Os avisos incluem a possibilidade de maior uso de redes criminosas para explorar o contexto informativo, com alvos prováveis na UE relacionados com o conflito, como instalações diplomáticas, infraestruturas públicas ou críticas.

Até ao momento, não foi registado um aumento direto no tráfico de imigrantes na região, segundo a Europol.

Resposta da UE

Em Bruxelas, o comissário Magnus Brunner indicou que a prioridade é a segurança dos cidadãos, com reforço de controlos fronteiriços. O sistema Schengen permite alertas mais rápidos entre Estados-membros.

O novo sistema de entrada e saída da UE, em implementação gradual desde outubro, deverá ficar operacional em abril. Permite deter centenas de pessoas consideradas ameaça à União, de acordo com o comissário.

Contexto internacional

Entre 28 de fevereiro e o momento, Estados Unidos e Israel lançaram um ataque militar contra o Irão, com o objetivo de enfrentar o que consideram atividades desestabilizadoras. O ataque resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e já foi informado que o confronto tem causado um elevado número de mortos desde o início do conflito.

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