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Europa defende aumento urgente da produção de mísseis, diz chefe da UE

Comissário europeu da Defesa alerta que a Europa deve acelerar a produção de mísseis para satisfazer a Ucrânia e reduzir dependência externa

Andrius Kubilius, Comissário Europeu para a Defesa e o Espaço, em Helsínquia, a 21 de fevereiro de 2025.
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  • O Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius, afirmou que a Europa precisa acelerar a produção de mísseis para atender às suas necessidades e às da Ucrânia.
  • A necessidade de interceptores de defesa aérea e mísseis de longo alcance é destacada pela Ucrânia, com a produção ocidental atual a ficar aquém das demandas.
  • Em 2025, a Ucrânia sofreu quase dois mil ataques de mísseis, incluindo cerca de 900 mísseis balísticos russos, que exigem defesas aéreas avançadas.
  • A produção de mísseis PAC-3 pela Lockheed Martin posiciona-se em cerca de 600 unidades em 2025, segundo Kubilius, levantando preocupações sobre a disponibilidade.
  • A União Europeia está a recorrer a instrumentos de financiamento, incluindo um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia e um esquema de 150 mil milhões de euros para defesa, com veto da Hungria em parte do apoio. A digressão de Kubilius passará por Itália, Alemanha, Bélgica, Suécia e Finlândia.

A UE enfrenta pressão crescente nas cadeias de fornecimento de armamento devido à intervenção dos EUA no Médio Oriente. O Comissário Europeu da Defesa e do Espaço, Andrius Kubilius, defendeu que a Europa precisa de aumentar rapidamente a produção de mísseis para responder às necessidades próprias e às da Ucrânia. A ideia surge durante a sua digressão pelos mísseis, com início na Polónia.

Kubilius explicou que as necessidades da Ucrânia, sobretudo em interceptores de defesa aérea, ultrapassam a capacidade produtiva ocidental atual. Para a Ucrânia, os mísseis, os drones e munições de 155 mm de longo alcance são prioritários, com os mísseis a representar a categoria mais difícil de fornecer.

Na avaliação do comissário, a Ucrânia protagonizou quase 2 mil ataques de mísseis em 2025, incluindo cerca de 900 mísseis balísticos russos. Interceptar estes projetis exige sistemas avançados de defesa, como o Patriot. Durante o inverno, os ucranianos recorreram a cerca de 700 mísseis interceptores Patriot em quatro meses.

Contexto estratégico

Kubilius indicou que o ritmo de produção de mísseis PAC-3 pela Lockheed Martin foi de 600 unidades em 2025, sublinhando limitações de fornecimento para aliados como a Ucrânia e os países do Golfo. O comissário alertou que os Estados Unidos não possuem capacidade suficiente para satisfazer as necessidades de todos os parceiros simultaneamente.

Junto dele, o ministro da Defesa da Polónia, Władysław Kosiniak-Kamysz, indicou a necessidade de uma indústria de defesa europeia independente. A crise no Médio Oriente evidenciou a dependência de fornecedores externos e o risco de atrasos nas entregas.

Financiamento e instrumentos

Kubilius referiu a avaliação de novos instrumentos de financiamento da UE, incluindo um empréstimo de 90 mil milhões de euros para a Ucrânia, com prioridade para compras a fabricantes europeus e ucranianos. O montante deve começar a ser libertado a partir de abril, mas está vetado pela Hungria em razão de litígios energéticos.

Uma segunda opção é um esquema de empréstimo de 150 mil milhões de euros para a Defesa, apoiado por 19 Estados-Membros, incluindo a Polónia. O roteiro de apoio passa por várias fases, com aplicações previstas em próximos tempos.

A digressão de Kubilius continuará, passando por Itália, Alemanha, Bélgica, Suécia e Finlândia, num itinerário designado Missile Tour. O objetivo é pressionar pela aceleração da produção e pela autonomia estratégica europeia.

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