- Os Estados Unidos autorizaram, por um mês, a entrega de petróleo russo retido no mar à Índia, válida até ao final do dia 3 de abril de 2026.
- A autorização, divulgada pelo Departamento do Tesouro, visa manter o petróleo a abastecer o mercado mundial.
- O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a exceção não trará vantagens financeiras significativas ao Governo russo e only autoriza transações relativas a petróleo já bloqueado no mar.
- A medida indica que a venda à Índia pretende aliviar a pressão causada pela tentativa do Irão de sequestrar a energia mundial, e não se estende ao petróleo iraniano.
- Desde 2022, os Estados Unidos, a União Europeia e os países do G7 impõem sanções ao setor petrolífero russo; a Índia tem continuado a comprar petróleo russo, muitas vezes abaixo do valor de mercado.
Os EUA autorizaram, por um mês, a entrega de petróleo russo sob sanções à Índia, numa medida que visa assegurar o abastecimento global face a perturbações no Médio Oriente. A autorização vigora até ao final de 3 de abril de 2026, conforme documento do Departamento do Tesouro dos EUA.
Segundo o Tesouro, a exceção destina-se apenas a transações relacionadas com petróleo que já se encontrava bloqueado no mar e não representa benefício financeiro significativo para o Governo russo. A venda pretende, ainda assim, contribuir para manter o fornecimento de energia no mercado global.
A Administração norte‑americana, em conjunto com a União Europeia e os países do G7, tem vindo a aplicar sanções ao setor petrolífero russo desde 2022, com o objetivo de restringir a capacidade de Moscovo financiar a sua guerra na Ucrânia. Mesmo assim, a Índia tem aumentado as compras de petróleo russo, a preços abaixo do valor de mercado, mantendo-se entre os principais destinos após a China.
A medida surge num contexto de tensão energética mundial e de tentativas de diversificação de fornecedores pela Índia, que se tornou num importante importador de petróleo russo, mesmo com esforços de alinhamento com políticas ocidentais de sanções. O documento do Tesouro não estende a autorização a petróleo proveniente do Irão.
Entre na conversa da comunidade