- O vice-presidente de El Salvador, Félix Ulloa, defendeu a ofensiva contra as gangues, descrevendo-a como o “milagre de Bukele” numa entrevista à Euronews.
- El Salvador fechou 2024 com 114 homicídios, em comparação com 6 656 em 2015, registando uma queda acentuada na violência desde a implementação do estado de exceção.
- O país manteve várias medidas de emergência desde 2022, após uma vaga de violência que provocou forte repressão às gangues.
- Mais de 83 000 pessoas foram detidas desde 2022; a megacadeia Centro de Confinamiento del Terrorismo (CECOT) tornou-se símbolo da transformação, com imagens de celas lotadas a causar controvérsia.
- Organizações de direitos humanos questionam prisões arbitrárias e falta de devido processo; Ulloa afirma que a democracia depende das pessoas que se sentem seguras.
El Salvador continua a defender a ofensiva contra as gangues, apresentada pelo governo como um marco de segurança. O vice-presidente Félix Ulloa descreveu a estratégia como um “milagre de Bukele” durante uma entrevista à Euronews, em Bruxelas.
A intervenção, que ganhou forma sob Nayib Bukele, reduziu drasticamente a criminalidade no país. No entanto, críticos alertam para sinais de autoritarismo e para possíveis violações de direitos humanos.
Custo humano e institucional
El Salvador terminou 2024 com 114 homicídios, um mínimo histórico, face aos 6 656 de 2015. Em 2022 houve um dia com 62 mortes relacionadas com gangues, levando à renovação do estado de exceção.
Desde 2022, mais de 83 mil pessoas foram detidas no âmbito da ofensiva. Em 2023 abriu-se a megacadeia CECOT, símbolo da transformação, cuja lotação levou a imagens de celas superlotadas.
Contexto legal e controvérsia
Defensores referem a restauração da ordem como prioridade democrática, enquanto organizações de direitos humanos denunciam detenções arbitrárias e aplicação de penas sem provas.
Bukele foi reeleito em 2024 com cerca de 85% dos votos, e tem sugerido a possibilidade de mandatos ilimitados após alterações constitucionais. Ulula afirma que a democracia depende da sensação de segurança das pessoas.
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