- Três voos com portugueses chegaram a Portugal desde quarta-feira, totalizando 285 cidadãos regressados nos últimos três dias.
- O primeiro voo, vindo do Dubai (Emiratos Árabes Unidos) chegou a Lisboa com 122 portugueses retidos pelo encerramento do espaço aéreo.
- O Governo ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar repatriamentos, dado o elevado número de pedidos (cerca de quatrocentos).
- Nesta sexta-feira chegaram a Lisboa dois voos: uma aeronave da Força Aérea Portuguesa vindo de Israel com 39 passageiros (24 portugueses); e uma aeronave fretada à TAP com 147 pessoas, 139 portuguesas.
- No Qatar, dezenas de portugueses aguardam soluções viáveis; a embaixada propôs transporte de autocarro até Riyade com visto e reserva de voo por conta própria, gerando críticas de falta de proteção.
Dois a três voos de portugueses resgatados do Médio Oriente chegaram a Portugal, enquanto dezenas aguardam soluções de repatriamento, especialmente no Qatar. A operação envolve voos organizados pelo Governo para facilitar o regresso a casa.
Ao todo, 285 cidadãos nacionais já regressaram nos últimos três dias, após três voos. O primeiro saiu de Dubai e chegou a Lisboa na quarta-feira, com 122 portugueses retidos devido ao encerramento do espaço aéreo. Foi operado pela Emirates.
Mais dois aviões aterraram hoje em Lisboa em operações de repatriação lideradas pelo Estado. Um avião da Força Aérea Portuguesa, vindo de Israel, trouxe 39 passageiros. Além disso, uma aeronave fretada pela TAP transportou 147 pessoas de vários países do Golfo.
O grupo de regresso inclui 139 portugueses no voo de hoje, sendo o restante proveniente de Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos e Peru. A operação foi organizada no âmbito de um possível reforço da proteção comunitária.
No Qatar, dezenas de portugueses permanecem sem soluções viáveis para regressar a Portugal. Uma comunicação da embaixada através de um grupo de WhatsApp indica que a proposta é ir de autocarro até Riyadh, na Arábia Saudita, com vistos pendentes e sem garantias de segurança durante o trajeto.
A embaixada sugeriu que os portugueses saíssem de uma situação considerada estável para uma etapa de maior incertitude. O risco associado ao deslocamento de 600 quilómetros tem gerado indignação entre os afetados, que pedem alternativas mais seguras.
O Governo português, por sua vez, sinalizou que está em cima da mesa a possibilidade de novos voos de repatriamento a partir da Arábia Saudita. Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, afirmou que há diligências em curso para viabilizar novas opções.
Além do Médio Oriente, há centenas de nacionais retidos em destinos como Filipinas, Indonésia, Maldivas e Tailândia, devido ao encerramento de ligações aéreas. A audiência pública de soluções continua a decorrer entre os cidadãos e autoridades.
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