- A comunidade internacional condenou o ataque com drones do Irão a Nakhchivan, Azerbaijão, com várias vozes, incluindo Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, França, Lituânia e União Europeia, a chamarem-lhe grave e a denunciar riscos para a região.
- O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, qualificou o ataque como ato de terror e disse que o país responderá com firmeza, alegando um suposto ataque traiçoeiro após terem ajudado diplomatas iranianos a abandonar o país.
- Baku afirmou estar a preparar a resposta e manteve as forças armadas em prontidão máxima, além de encerrar o tráfego transfronteiriço com o Irão e evacuar diplomatas do Azerbaijão em Teerão e de Tabriz.
- Quatro civis ficaram feridos; o drone caiu perto de uma escola na aldeia de Julfa e outro atingiu o Terminal do Aeroporto Internacional de Nakhchivan.
- As Nações Unidas sinalizaram que ajudaram a retirar funcionários e familiares de Teerão, havendo receios de escalada no Cáucaso Meridional, já que o Irão ainda não assumiu responsabilidade pelo ataque.
O ataque de drones do Irão a Nakhchivan, no Azerbaijão, ocorreu na quinta-feira, elevando as tensões entre os dois países. Baku afirma ter visto um violento ataque com impacto direto no território, com um drone a aterrar perto de uma escola em Julfa e a atingir o terminal do Aeroporto Internacional de Nakhchivan. Quatro civis ficaram feridos.
O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, qualificou o ataque como um ato de terror. Disse que o país já ajudou a retirar diplomatas iranianos do Azerbaijão pouco antes da investida, qualificando o episódio como traição e escalada grave. As forças armadas do Azerbaijão permaneceram em alerta máximo e o Exército entrou em prontidão de combate.
Baku informou que está a formular a resposta ao ataque e a consultar parceiros internacionais. O tráfego transfronteiriço com o Irão foi encerrado, e diplomatas azebajanos em Teerão e o consulado em Tabriz foram evacuados. Também houve evacuação de funcionários da ONU em Teerão, segundo fontes em Baku.
A comunidade internacional condenou o ataque. Países do Golfo, como Qatar e Arábia Saudita, descreveram o episódio como hostil e alarmante, manifestando solidariedade com o Azerbaijão. O Kuwait também condenou o ataque, apelando ao direito internacional.
Países europeus acompanharam a posição de Baku. França, entre outros, criticou o ataque, enquanto a Lituânia e outros Estados-membros da UE destacaram o risco de agravamento do conflito na região. O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, afirmou que o Irão representa ameaça regional e global.
As autoridades azeri rejeitaram a responsabilidade iraniana, sustentando que existem indícios que apontam para Teerão. O Irão não assumiu explicitamente a autoria do ataque até ao momento. A situação mantém-se sob monitorização, com avaliações técnicas em curso.
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