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Ásia no centro do choque global do GNL

Ásia sofre o maior impacto do choque global do GNL, com subida de preços do gás e perturbações nos fluxos de abastecimento devido a tensões no Golfo

ARQUIVO. Petroleiro de GNL liberiano Umm Al Ashtan chega a um porto em Yokohama, a sudoeste de Tóquio, Japão.
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  • O GNL está no centro da turbulência global causada por tensões no Médio Oriente, com a Ásia a sofrer o maior impacto dados os fluxos dependentes de importação.
  • Cerca de 80% do GNL que atravessa o Estreito de Ormuz em 2024 destinou-se à Ásia, tornando-a extremamente sensível a choques de abastecimento.
  • A crise eleva os preços do gás (aproximadamente mais 50%), em contraste com uma maior resiliência dos mercados de petróleo.
  • China e Índia, as duas maiores economias asiáticas, enfrentam pressão com custos energéticos, refletindo-se em transporte, indústria e famílias.
  • Riscos económicos amplos incluem inflação, potencial estagflação e risco de recessão se a situação se prolongar.

O choque no GNL domina o panorama energético global, com tensões no Médio Oriente a perturbar fluxos de petróleo e gás natural. A Ásia é a região mais afetada, dada a forte dependência de importações. O estreito de Ormuz continua a orientar grande parte dos envios.

A perturbação ocorre num momento de oferta limitada, preços voláteis e procura em mudança, dizem analistas. O foco está na resposta dos mercados ao risco geopolítico, que afeta principalmente o gás natural liquefeito.

Mais de 80% do GNL que atravessou Ormuz em 2024 tinha destino na Ásia, segundo a Administração de Informação sobre Energia dos EUA. A região pode sentir impactos mais rápidos face a choques na região.

Mercados de petróleo têm mostrado alguma resiliência devido a uma oferta robusta e a reservas estratégicas, segundo especialistas. Já o gás reage com maior volatilidade, amplificada por redes logísticas complexas.

A China e a Índia enfrentam pressão adicional, sendo as maiores importadoras de petróleo bruto e obtenção de gás. Preços elevados afetam transporte, indústria e famílias nas duas economias.

O Leste Asiático depende fortemente de energia importada, com o Japão entre os maiores compradores de GNL. A Coreia do Sul e Taiwan também dependem de importações, com o Qatar entre os fornecedores tradicionais.

No Sudeste Asiático, a volatilidade do GNL preocupa economias como a Tailândia, que compra no mercado spot. A instabilidade pode provocar lutas de licitações por cargações escassas.

Analistas alertam que a volatilidade pode acelerar a inflação ou, se persistente, gerar estagnação económica. Uma crise prolongada do gás poderia pressionar a procura energética global.

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