- A rainha de Espanha, Letizia Ortiz Rocasolano, afirmou apoio ao jornalismo em declarações a jornalistas à porta de locais que visitava.
- Em Madrid, na Casa de Galicia, participou no velório de Fernando Ónega e elogiou a profissão de jornalista e o meio rádio onde Ónega teve parte do seu percurso.
- No dia anterior, Letizia presidiu, em Castelló, a um evento dedicado ao Dia das Doenças Raras e destacou o trabalho dos jornalistas na cobertura da saúde.
- O texto ressalva que, apesar de ter sido jornalista de televisão, a rainha compreende as exigências e fragilidades da profissão e valoriza o trabalho das redações.
- Conclui que defender o jornalismo livre é, no contexto português, um compromisso essencial com a democracia.
A rainha de Espanha, Letizia Ortiz Rocasolano, destacou o valor do jornalismo durante duas visitas recentes, feitas em contextos distintos. Em Madrid, numa visita privada, esteve na Casa de Galicia para o velório de Fernando Ónega e elogiou a profissão, bem como o papel da rádio onde Ónega desenvolveu parte do seu percurso. As declarações foram feitas aos jornalistas que a aguardavam à porta.
Na véspera, Letizia presidiu, em Castelló, um evento dedicado ao Dia das Doenças Raras. Questionada sobre o tema, a rainha agradeceu o trabalho dos profissionais de jornalismo na cobertura da saúde e salientou o papel da imprensa na transmissão de informações relevantes. Os relatos transmitem que percebe bem a comunicação jornalística em campo.
Os gestos da monarca são interpretados como sinal de maturidade democrática, num momento em que o jornalismo enfrenta descredibilização e instrumentalização. Por ter experiência na televisão, Letizia demonstra compreensão das exigências e fragilidades da profissão, reforçando a importância de uma informação pública equilibrada.
Para além da Espanha, o texto sugere que a defesa de um jornalismo livre deixa de ser uma resposta circunstancial para se tornar um compromisso democrático. Em Portugal, o autor do texto observa a ausência de declarações semelhantes de figuras oficiais e propõe reflexão sobre o papel da comunicação na democracia.
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