- O Governo português apresentou aos portugueses retidos no Catar, em turismo ou trânsito, uma possível solução de regresso a Portugal: viagem de autocarro de Doha até Riade, na Arábia Saudita, com cerca de seiscentos quilómetros.
- Quem aceitar terá de assinar um termo de responsabilidade, já que Portugal não garante a segurança durante o itinerário, e deverá reservar previamente um voo de Riade para a Europa.
- Os bilhetes de avião desde Riade teriam de ser comparados pelos próprios passageiros, e o autocarro tem um máximo de 45 lugares.
- A proposta provocou indignação entre os portugueses, num contexto em que cidadãos espanhóis e alemães já foram retirados do Catar pelos seus governos, enquanto Portugal ainda não apresentou uma solução satisfatória.
- O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, não confirmou a proposta, alegando que o foco atual é repatriar portugueses em dois voos.
O Governo português apresentou uma solução de regresso a Portugal para portugueses retidos no Catar, seja em turismo ou em trânsito. A proposta envolve viajar de autocarro de Doha até Riade, na Arábia Saudita, com chegada prevista a cerca de 600 km de distância.
Segundo a mensagem que circula num grupo de WhatsApp da Embaixada de Portugal no Catar, os viajantes teriam de assinar um termo de responsabilidade, pois Portugal não garante a segurança no trajeto. Antes de iniciar o transporte terrestre, seria ainda necessário reservar um voo a partir de Riade para a Europa.
O autocarro tem um limite de 45 lugares. A embaixada afirma que, apesar de poder organizar o trajeto até Riade, não é possível assegurar a segurança ao longo da viagem ou em qualquer ponto da deslocação. A participação seria, assim, de responsabilidade individual.
A notícia gerou indignação entre muitos portugueses, que questionam por que cidadãos de outros países já foram retirados do Catar, enquanto Portugal ainda não avançou com uma solução clara. O conteúdo foi reportado pelo CM.
O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, foi questionado sobre a proposta, mas não confirmou a medida. Numa resposta, afirmou que o foco atual é repatriar portugueses em dois voos, sem avançar com mais pormenores.
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