- Novos ficheiros do Departamento de Justiça dos EUA sugerem que Jeffrey Epstein pode ter atuado como espião para governos, incluindo Israel (Mossad) e Rússia, ao longo de vários anos.
- Documentos apontam contactos com personalidades russas de alto nível, como Sergei Belyakov e Vitaly Churkin, e mencionam uma mulher russa chamada Maria Bucher ligada a Epstein.
- Um memorando de 2020 do FBI associa Epstein à teoria de ligação à Mossad; a amizade de longa data com o ex-primeiro-ministro israelita Benjamim Netanyahu é citada.
- Epstein tentou marcar encontros com o presidente russo Vladimir Putin; o nome de Putin aparece mais de mil vezes nos ficheiros, mas não há provas de encontro presencial.
- Netanyahu rejeitou as teorias, acusando Epstein de tentar minar a democracia israelita, e há referências a contactos com o ex-presidente dos EUA, Barack Obama.
Jeffrey Epstein pode ter desempenhado papel de espião para vários governos, segundo novos documentos do Departamento de Justiça dos EUA. As informações sugerem ligações do empresário com serviços secretos russos e com entidades associadas à Mossad, de Israel. Não há provas diretas, mas os ficheiros apontam contatos com figuras de alto nível.
Entre os elementos, destacam-se mensagens de Epstein para Sergei Belyakov, ex-vice-ministro da Economia russo ligado à FSB, recebidas em 2015. Belyakov terá partilhado informações sobre uma mulher russa em risco de chantagem específica contra um empresário norte-americano. A resposta inclui dados sobre o passado da mulher.
Há registos de trocas com Vitaly Churkin, antigo embaixador russo nas Nações Unidas. Também surge o nome de Maria Bucher, ex-chefe do movimento juvenil pró-Putin Nashi e antiga publicitária de Epstein nos EUA. O material sugere uma rede de contactos próximo de serviços secretos.
A hipótese de ligação de Epstein à Mossad surge num memorando do FBI de 2020 incluído nos ficheiros. A relação de longa data com o antigo primeiro-ministro de Israel, Barak, é mencionada como indicador que alimenta as suspeitas. As montagens apontam para uma possível rede de contactos internacionais.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeita qualquer possibilidade de Epstein ter trabalhado para a Mossad. Em vez disso, acusa o empresário de tentar minar a democracia israelita e de ter tentado derrubar o Governo eleito. As deduções baseiam-se em emails entre Epstein e Barack Obama.
O material detalha ainda tentativas de Epstein de agendar encontros com Vladimir Putin. O nome do Presidente russo aparece mais de mil vezes nos ficheiros. Epstein procurou contatos através de várias personalidades, incluindo Thorbjorn Jagland, ex-primeiro-ministro norueguês.
Jagland informou Epstein de que diria a Putin que Epstein era um contacto útil. Não existem provas de que tenha havido um encontro presencial com Putin. Epstein afirmou que não tinha reunido com o líder russo, mas que o tema seria apresentar estruturas para incentivar investimentos ocidentais na Rússia.
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