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Cientistas de Coimbra reprogramam células antitumorais pela primeira vez

Universidade de Coimbra e Lund reprogramam células Natural Killer para avançar a imunoterapia celular, através de plataforma com mais de quatrocentos fatores de transcrição

Exames de laboratório foram feitas pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge
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  • Cientistas da Universidade de Coimbra (UC) e da Universidade de Lund (Suécia) reprogramaram pela primeira vez, em laboratório, células Natural Killer (NK), que atuam na defesa inicial contra tumores.
  • Criaram uma plataforma com uma biblioteca de mais de quatrocentos fatores de transcrição, identificados por códigos de barras, para mapear e reprogramar células imunitárias.
  • A ferramenta permite testar várias combinações de fatores em simultâneo para gerar diferentes tipos de células imunitárias, incluindo NK.
  • O estudo também identificou fatores que melhoram a reprogramação de tipos celulares já conhecidos, abrindo caminho para imunoterapias celulares.
  • A investigação aponta para potenciais aplicações em imunoterapia contra cancro e, no futuro, em terapias para doenças autoimunes, como diabetes ou artrite reumatoide.

Um grupo de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) e da Universidade de Lund (Suécia) reprogramou pela primeira vez células NK, no laboratório, abrindo caminho à imunoterapia celular. A descoberta foi apresentada pela UC via comunicado.

A equipa, coordenada por Carlos-Filipe Pereira do CNC-UC, integrou o CiBB na UC e colaborou com a instituição sueca para desenvolver a plataforma de reprogramação. O objetivo é obter células imunitárias utilizáveis em terapias contra o cancro.

A plataforma permite mapear e reprogramar células imunitárias, com uma biblioteca de mais de 400 fatores de transcrição identificados por códigos de barras. Esses fatores testam combinações para formar diferentes tipos de células.

A ferramenta facilita testar várias combinações ao mesmo tempo e identificar quais promovem a formação de células NK, além de otimizar a reprogramação de tipos já conhecidos.

Segundo a UC, a pesquisa abre caminho a novas abordagens de imunoterapia celular e pode aumentar a eficácia de tratamentos, especialmente onde a resposta é limitada.

A imunoterapia é promissora, mas nem todos os tumores respondem. Muitos tipos de células imunitárias são raros no sangue, tornando crucial a produção laboratorial.

Mapa de fatores e aplicação futura

Os investigadores criaram um mapa-guia dos fatores que controlam a formação de linhagens imunitárias, útil para gerar células para imunoterapia. A técnica funciona como uma caixa de ferramentas.

Carlos-Filipe Pereira destacou que a abordagem usa células mais fáceis de recolher, como da pele, para gerar células imunitárias em laboratório, acelerando o desenvolvimento terapêutico.

A pesquisa indica potencial para criar células que ativam o sistema imunitário contra o cancro e, no futuro, produzir células que ensinem o corpo a não atacar a si próprio, abrindo portas a tratamentos para doenças autoimunes.

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