- Vladimir Putin acusou a Ucrânia de terrorismo por supostamente afundar o navio russo que transportava GNL no Mediterrâneo, entre Malta e a Líbia.
- O navio, a caminho de Murmansk para Port Said, afundou após explosões, segundo a autoridade líbia; 30 tripulantes estão sãos e salvos.
- Moscovo afirma que o ataque foi lançado a partir da costa líbia com lanchas rápidas não tripuladas pertencentes à Ucrânia; Kiev não respondeu.
- O incidente é visto como um ataque que pode afectar os mercados globais de energia, especialmente na Europa.
- A NOC líbia disse que o incêndio e o naufrágio não afectaram o fornecimento interno de petróleo e gás e que o tráfego portuário continua normal.
O Presidente russo, Vladimir Putin, acusou a Ucrânia de terrorismo após o afundamento de um navio russo que transportava gás natural liquefeito no Mediterrâneo. O incidente ocorreu entre Malta e a Líbia, segundo autoridades líbias, e o navio partia de direção a Port Said. A versão russa aponta para uso de drones navais.
Moscovo afirma que o ataque foi lançado a partir da costa líbia com lanchas rápidas não tripuladas de origem ucraniana, descrevendo o ato como terrorismo internacional e pirataria marítima. Não houve confirmação ou reacção pública oficial por parte de Kiev.
A Ucrânia não reagiu publicamente às acusações até ao momento. O Ministério dos Transportes russo detalhou a versão de ataque com drones, sem indicar onde teriam sido lançados. O objetivo era o navio que transportava GNL Artic Metagaz.
Segundo informações, o navio afundou a cerca de 2.000 km da Ucrânia, a caminho de Murmansk para Port Said. A tripulação era de 30 membros, que, segundo autoridades líbias, estão sãos e salvos.
As Forças Armadas de Malta disseram ter localizado sobreviventes no local da operação, a bordo de um bote salva-vidas. O navio encontrava-se a cerca de 130 milhas náuticas ao norte do porto líbio de Sirte, quando ocorreu o naufrágio.
A presidência líbia e a Agência Nacional de Petróleo (NOC) anunciaram que não houve impacto no fornecimento de petróleo ou gás na Líbia. A NOC garantiu que as operações no país permanecem estáveis e que foram adotadas medidas para a segurança da navegação.
O local do naufrágio foi cercado por alerta de risco de colisão e de fugas de gás ou combustível. Autoridades líbias pedem que outras embarcações mantenham distância do navio metaneiro até clarificarem as causas do incidente.
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