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Cruzeiros suspensos no Médio Oriente; milhares de passageiros em navios parados

CLIA cancela itinerários no Médio Oriente; seis navios permanecem ancorados em Dubai, Abu Dhabi e Doha, com milhares de passageiros sem regressar a casa

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  • A CLIA anunciou a suspensão de todos os itinerários para o Médio Oriente, após ataques dos EUA e de Israel ao Irão.
  • Pelo menos seis navios continuam ancorados nos portos de Dubai, Abu Dhabi e Doha, com milhares de passageiros sem poder regressar a casa.
  • A Celestyal cancelou dois itinerários: Doha (7 a 14 de março) e Dubai (9 a 16 de março).
  • Grandes operadoras já tinham suspendido operações na região; a MSC Cruises confirmou que o MSC Euribia ficará no Dubai, enquanto a Dertour e a TUI Cruises anunciaram cancelamentos e medidas de repatriação em parceria com embaixadas e autoridades.
  • No dossier da repatriação, os alemães somam cerca de 30 mil viajantes afetados; os portugueses estimam entre 500 e 1.000, com o primeiro voo da região para Lisboa operado pela Emirates no final da tarde.

O boletim indica a suspensão de todos os cruzeiros no Médio Oriente após ataques dos EUA e de Israel ao Irão. A decisão foi anunciada pela Associação Internacional de Linhas de Cruzeiro (CLIA), que reúne mais de 310 navios. Várias operações já foram afetadas, com navios a permanecer ancorados em portos do Dubai, Abu Dhabi e Doha.

A medida levou a que pelo menos seis navios continuem à deriva nos portos da região, impedindo milhares de passageiros de regressar a casa. A diretora da CLIA, Maria Deligianni, confirmou a situação junto da agência AMNA, salientando que as ligações aéreas já estão suspensas para acompanhar a suspensão marítima.

Impacto nas operadoras e cronogramas

A Celestyal comunicou o cancelamento de dois itinerários: um com saída de Doha entre 7 e 14 de março e outro a partir do Dubai entre 9 e 16 de março. Em paralelo, o principal sindicato marítimo da Grécia, o PNO, convocou uma greve de 24 horas para exigir que o Governo declare a zona no Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Mar Arábico como zona de guerra, com restrições à navegação.

Diversos operadores já tinham interrompido operações na região. Entre eles estão a Dertour e a TUI Cruises, com cancelamentos de itinerários que cruzariam a área. A MSC Cruises também informou que um navio, o MSC Euribia, permaneceria no Dubai, seguindo as orientações das autoridades, enquanto trabalha com embaixadas para facilitar repatriamentos.

Situação de repatriação e efeitos regionais

A TUI Cruises declarou que os navios Mein Schiff 4 e Mein Schiff 5 operam de forma mais normal possível, mantendo cerca de 5 mil passageiros seguros. A empresa cancelou vários cruzeiros e coordena com companhias aéreas e autoridades para gerir regresso dos passageiros. Remarcações gratuitas e reembolsos totais aparecem como opções para clientes afetados.

Entre os alemães, que representam um dos maiores contingentes, cerca de 30 mil turistas em viagens organizadas estão a ser impactados. Já ocorreram voos de repatriação para a Alemanha via Dubai. No caso português, associações de agências estimam entre 500 e 1 mil turistas com dificuldades de regresso. O primeiro voo com destino a Lisboa, operado pela Emirates, está previsto chegar ao Aeroporto Humberto Delgado no final da tarde.

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