- Desmanteladas duas células de espionagem ligadas à Guarda Revolucionária no Qatar, no quarto dia de ataques aéreos iranianos no Golfo em retaliação pela ofensiva israelo-americana.
- A operação terminou com a detenção de dez suspeitos: sete com a missão de espionagem e recolha de informações sobre infraestruturas militares, e três para sabotagem, que admitiram vínculos à Guarda Revolucionária.
- O Qatar informou ainda que dois mísseis iranianos atingiram o seu território; um foi interceptado e o outro atingiu a base norte-americana de Al-Udeid, sem vítimas.
- O país já tinha reportado tentativas de ataques ao aeroporto internacional de Doha, que foram frustradas; os mísseis foram abatidos pelas defesas, e o Qatar diz não manter contacto com o Irão desde o início dos ataques.
- Em contexto regional, Israel e Estados Unidos deram início a ataques contra o Irão; o Crescente Vermelho iraniano aponta 787 mortos desde sábado e o Exército norte-americano confirmou a morte de seis militares.
Duas células de espionagem associadas à Guarda Revolucionária do Irão foram desmanteladas no Qatar, no quarto dia de ataques aéreos iranianos no Golfo, em resposta à ofensiva israelo-americana. O anúncio ocorreu numa altura de tensão entre Teerão e várias potências regionais.
A investigação indicou que dez suspeitos foram detidos após vigilância intensiva. Sete tinham a missão de espiar infraestruturas militares vitais, enquanto três deveriam realizar operações de sabotagem, segundo a agência oficial do Qatar. Os suspeitos reconheceram ligações à Guarda Revolucionária durante o interrogatório.
Dois mísseis iranianos atingiram o território qatari, sendo um interceptado pelas defesas aéreas. A base militar norte-americana de Al-Udeid ficou atingida pelo segundo projétil, sem registo de vítimas, informou o Ministério da Defesa em comunicado.
Mais cedo, o Qatar informou ter conseguido frustrar ataques contra o aeroporto internacional de Doha. O porta-voz Majed Al-Ansari declarou que as tentativas de ataque foram neutralizadas e que não houve contatos com o Irão desde o início dos ataques.
Israel e os Estados Unidos lançaram, no fim de semana passado, ataques contra o Irão para neutralizar ameaças iminentes, com Teerão a responder com mísseis e drones contra bases na região e alvos israelitas. O objetivo declarado é impedir ações consideradas perigosas pela comunidade internacional.
O Presidente dos EUA defendeu a operação como medida para eliminar ameaças. O primeiro-ministro de Israel justificou a ação conjunta como resposta a uma “ameaçaExistencial”, segundo declarações públicas da altura.
O Irão confirmou também a morte do líder supremo Ali Khamenei e decretou um período de luto de 40 dias. Dados oficiais do Crescente Vermelho iraniano registam mais de 787 baixas desde sábado em ataques atribuídos a Israel e aos EUA. O Exército norte-americano confirmou a morte de seis militares.
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