- Voos a partir dos Emirados Árabes Unidos estão limitados: mais de 90% dos voos agendados de Dubai e mais da metade dos previstos de Abu Dhabi ainda estavam cancelados na segunda-feira.
- As companhias aéreas operam apenas voos limitados onde os sistemas de defesa estão ativos para intercetar mísseis e drones iranianos, com várias partidas ainda suspensas.
- Desde sábado, já foram cancelados até agora mais de 11.000 voos para, de e dentro do Médio Oriente, afetando mais de 1 milhão de passageiros.
- Vários países organizam evacuações com apoio do governo; El Al planeia operação de recuperação assim que o Aeroporto Ben Gurion reabrir, e outros governos enviam aeronaves para remover doentes, viajantes, crianças e grávidas.
- A situação afeta os principais hubs regionais, com restrições de espaço aéreo ainda em vigor no Irão, Iraque e Israel, e países como Alemanha, Reino Unido e República Checa a preparar opções de evacuação.
Os voos de retirada a partir dos Emirados Árabes Unidos permanecem limitados, com mais de 90% dos voos agendados em Dubai e metade daqueles previstos em Abu Dhabi ainda cancelados na segunda-feira. O atraso agrava a situação de viajantes retidos no Médio Oriente devido ao conflito.
A Etihad Airways, a Emirates e a FlyDubai anunciaram operações restritas, concentradas em regiões onde os sistemas de defesa aérea estão ativos para interceptar mísseis e drones provenientes do Irão. A prioridade é facilitar a retirada de cidadãos.
Registos de atraso surgiram num momento em que governos de várias nações envidam esforço para evacuar residentes, turistas e trabalhadores. Aleram ainda que o espaço aéreo continua sujeito a encerramentos temporários em vários pontos da região.
Voos limitados e retomas incertas
Segundo o FlightAware, mais de 90% dos voos a partir de Dubai estavam cancelados, tal como mais de metade daqueles de Abu Dhabi. Viajantes encontram-se em hotéis, aeroportos e navios de cruzeiro, sem perspetiva de normalização rápida.
Perturbações afetam o tráfego global, com o turismo dependente do Golfo a sofrer impactos. Companhias e governos avaliam riscos antes de retomar operações, mesmo com abridores de espaço aéreo.
Entre os operadores regionais, Emirates, Etihad, Qatar Airways e Saudia mantêm operação restrita, com o objetivo de evacuar cidadãos. Países de origem ajudam nos custos, segundo análise do setor.
Israel prepara uma operação de recuperação para passageiros retidos, após a reabertura do Aeroporto Ben Gurion. A Alemanha estima cerca de 30.000 turistas retidos em navios, hotéis e aeroportos do Médio Oriente.
O governo alemão coordena com outros países para remoção de doentes, viajantes e famílias vulneráveis. Diversas nações já enviaram aviões ou planeiam fazê-lo para Omã, Arábia Saudita e países vizinhos.
A Cirium aponta mais de 11.000 voos cancelados na região desde sábado, afetando mais de 1 milhão de passageiros. Em média, 1.500 voos diários operam na região, com quase 389 mil lugares disponíveis.
O Aeroporto Internacional de Dubai bateu recorde de 95,2 milhões de passageiros no último ano, reforçando o destaque como hub internacional. A gestão do tráfego permanece sujeita a restrições regionais.
O Reino Unido mantém opções sob avaliação, com mais de 102.000 britânicos registados na região. O governo analisa vias de evacuação enquanto colabora com operadores e autoridades locais.
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