- O Irão foi aliado de Israel sob o regime do xá e tornou‑se inimigo declarado de Telavive após a revolução islâmica de 1979.
- Entre 1950 e 1979 Teerão recebia 40% do petróleo de Israel em troca de armas, tecnologias e produtos agrícolas; a Savak foi criada com ajuda da CIA e da Mossad.
- Em 1982 o Irão ajudou a criar o Hezbollah; Israel lutou contra o grupo no Líbano e o Irão é acusado de vários atentados contra interesses israelitas no estrangeiro.
- O Irão testou o Shahab-3 em 1998; Ahmadinejad previu o desaparecimento de Israel; o acordo nuclear de 2015 foi seguido pela retirada dos EUA três anos mais tarde.
- A escalada com Israel intensificou‑se após a guerra na Faixa de Gaza; ataques iranianos a Israel ocorreram a partir de 2024 e houve uma guerra de doze dias entre os dois países em junho de 2025.
Teerão e Telavive já foram aliados, mas hoje estão em posições opostas. O Irão, sob o regime da revolução islâmica, passou a ser visto como inimigo por Israel. O conflito tem raízes históricas profundas e transformações políticas.
Dois marcos marcaram a mudança: o reconhecimento do Irão a Israel em 1950 e a ruptura oficial em 1979, com o início das relações diplomáticas interrompidas. Enquanto houve comércio informal, o afastamento oficial foi definitivo.
Em 1980 nasceu a Jihad Islâmica, inspirada pelo Irão, a primeira organização palestiniana a usar armas contra Israel. Durante a guerra Irão-Iraque, Israel manteve negociações de armas com Teerão, reveladas no caso Irangate.
Hezbollah e o eixo da região
Em 1982, com a invasão israelita do Líbano, o Irão ajudou a criar o Hezbollah, grupo xiita que combate Israel no sul do Líbano. Israel acusa o Irão e o Hezbollah de vários ataques no estrangeiro.
Em 1998, o Irão anunciou o teste do Shahab-3, míssil com alcance de 1300 km. Mahmoud Ahmadinejad, presidente entre 2005 e 2013, fez várias previsões sobre o destino de Israel, aumentando a tensão regional.
Programas e acordos regionais
O Irão retomou o enriquecimento de urânio, apresentando fins civis, enquanto receava-se a possibilidade de armas nucleares. Em 2015, surgiu um acordo com grandes potências, do qual Israel se afastou após a retirada dos EUA em 2018.
Síria, guerra e alianças
Após 2011, grupos apoiados pelo Irão mantiveram Bashar al-Assad no poder, com ataques regulares de Israel. A queda síria, em 2024, fragilizou o eixo de resistência do Irão frente a Israel.
Acordos de Abraão, em 2020, aproximaram Israel de países árabes, incluindo os Emirados Árabes Unidos e o Barém, mudando o mapa de alianças na região.
Escalada militar e 2023-2025
Depois do ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, tensões aumentaram. Em 13 de abril de 2024, o Irão lançou drones e mísseis contra Israel, primeira ofensiva direta desde 1979. Em 1 de outubro seguinte, novos ataques ocorreram após morrerem líderes-chave.
Em junho de 2025, Israel iniciou uma guerra de 12 dias contra o Irão, com alvos nucleares, apoiado pelos EUA, até o cessar-fogo entrado em vigor no fim do mês.
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