- O presidente do Chega, André Ventura, disse em Lisboa, à margem da feira BTL, que a diplomacia falhou no conflito entre EUA e Israel contra o Irão e que o regime iraniano tem “uma certa culpa”, esperando uma mudança no país.
- Ventura afirmou que o confronto não é bom para ninguém e afeta interesses europeus.
- O deputado também frisou que o Irão teve várias oportunidades para evitar o agravamento, mencionando alertas da União Europeia sobre a vontade de ter armas nucleares.
- Sugeriu que existem Estados com armas nucleares, mas que estas permaneçam apenas onde haja controlo democrático, e considerou a morte do líder supremo Ali Khamenei uma boa notícia para o mundo, responsabilizando-o por uma tirania.
- O ataque de Israel e Estados Unidos ao Irão foi respondido por Teerão com mísseis e drones contra bases estrangeiras; a Cruz Vermelha iraniana aponta pelo menos 200 mortos e 750 feridos, enquanto Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos.
O presidente do Chega, André Ventura, afirmou hoje que a diplomacia falhou no conflito entre EUA e Israel de um lado e o Irão do outro. O líder europeu espera uma mudança no regime iraniano para garantir o futuro dos iranianos.
Ventura criticou a escalada militar, dizendo que a situação não interessa a ninguém e afeta especialmente os interesses europeus. A posição do Chega aponta para responsabilizar o Irão pelas hostilidades.
O político falava à margem da feira de turismo BTL, em Lisboa, onde participou numa visita parlamentar. Disse ainda que o Irão teve responsabilidade pela deterioração das relações internacionais.
Segundo o deputado, o Irão dispôs de oportunidades para moderar o programa nuclear, antes da gestão de Donald Trump, e a União Europeia já o teria alertado várias vezes sobre as armas nucleares. O Chega defende maior controlo democrático sobre armamentos.
Ventura comentou a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, classificando-a como uma notícia positiva para o mundo. Assinalou que a liderança atual sustentava uma tirania que restringia mulheres e opositores, com historial de violação de direitos.
O líder do Chega afirmou ainda que pretende ver uma transição no Irão em direção à liberdade e à democracia, dentro de um cenário de estabilidade regional. A posição é apresentada como um desejo de mudança de regime no país.
Conflito em curso manteve-se após ataques de Israel e EUA contra o Irão, com retaliações iranianas a bases na região e a alvos israelitas. A Cruz Vermelha iraniana contabilizou dezenas de mortos e centenas de feridos, dados ainda não validados de forma independente.
Países europeus, incluindo Portugal, França, Alemanha e Reino Unido, condenaram os ataques iranianos a alvos na região. A situação permanece sob observação internacional, com chamadas à de-escalada e ao retorno a negociações diplomáticas.
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