- Os duques de Sussex chegaram a Amã na terça-feira à noite, a convite da Organização Mundial de Saúde, para uma digressão real com visitas a organizações solidárias.
- Harry e Meghan participaram em eventos em nome da Archewell Philanthropies, a convite do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
- Forças reais jordanianas, incluindo o rei Abdullah II e a rainha Rania, não receberam o casal formalmente; o monarca esteve presente num evento da OMS, mas os Sussex não compareceram.
- A visita gerou controvérsia após o casal visitar um hospital ligado a Gaza, com acusações de usarem crianças como “adereços” na digressão; o diplomata palestiniano Abdal Karim Ewaida criticou fortemente a ação.
- O embaixador britânico em Amã foi criticado por ter recebido Harry e Meghan no Iftar; o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido é visto como não apoiando a presença oficial do casal.
Os duques de Sussex chegaram a Amã, Jordânia, na noite de terça-feira, numa visita não oficial anunciada como de caráter solidário. O convite partiu da Organização Mundial de Saúde, com participação de Tedros Adhanom Ghebreyesus, e o objetivo é uma digressão de visitas a organizações de apoio social. Harry e Meghan atuam em nome da Archewell Philanthropies.
Apesar do estatuto de duques, o casal não contou com o acolhimento da família real jordaniana. O rei Abdullah II e a rainha Rania recusaram presença conjunto aos eventos da OMS, embora o monarca tenha estado presente numa atividade da OMS a que os Sussex eram esperados. Não houve confirmação de reuniões formais entre o casal e a família real.
Durante a estadia, os Sussex tiveram apenas um encontro breve com a princesa Basma Bint Talal, tia do atual monarca, em contexto de um evento solidário. A polémica ganhou força após uma visita a um hospital que acolhia feridos em Gaza, gerando críticas por alegadas utilizações de crianças doentes como parte de uma estratégia mediática, segundo diplomatas palestinianos.
Reação internacional e diplomacia britânica
A participação dos Sussex no evento do Ramadão, celebrado com Iftar, também gerou controvérsia. O embaixador britânico em Amã, Phillip Hall, esteve envolvido na receção ao casal, numa ocasião que suscitou críticas entre diplomatas e comentadores. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido enfrenta questionamentos sobre a presença de figuras não ativas na realeza em representações oficiais.
De acordo com fontes próximas, críticos consideram que a presença de Harry e Meghan em funções associadas a organizações internacionais pode ser interpretada como apoio à política externa do Reino Unido, apesar de os Sussex terem deixado de exercer funções reais. A opinião pública e analistas divergem sobre o impacto diplomático da visita.
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