- Viktor Orbán afirmou que o país está a ser atacado e acusou a Ucrânia de visar a economia húngara, com o bloqueio do oleoduto Druzhba e de alegar mentiras.
- Disse que a Ucrânia ainda não respondeu à sua carta aberta e que o embaixador da Hungria na Ucrânia foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Kiev, onde lhe foram dadas várias alegações.
- Sugeriu discutir com Robert Fico uma ação conjunta Hungria-Eslováquia para obrigar a Ucrânia a retomar o transporte de petróleo pelo Druzhba.
- Alertou para o risco económico caso o petróleo russo não chegue, com possível subida dos preços da gasolina e aumento de fluxos que poderia provocar caos económico; recordou que o gasóleo já foi interrompido.
- Afirmou que os ucranianos mentiram sobre a reparação do gasoduto por motivos técnicos, opôs-se a quem acreditou em Zelensky, e disse ter oferecido participar numa missão para apurar os factos; acusou ainda Kiev de explosões ligadas ao Nord Stream.
Viktor Orbán afirmou que a Hungria está a ser alvo de ações externas que visam a sua economia, numa entrevista à rádio Kossuth. O tema central foi o bloqueio do oleoduto Druzhba, que liga a Rússia à Europa, e as alegadas consequências para o país.
O primeiro-ministro húngaro disse que não recebeu resposta à sua carta aberta dirigida ao chefe de Estado ucraniano e que o embaixador da Hungria em Kyiv foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde teriam sido apresentados diversos argumentos. A entrevista também mencionou a possibilidade de uma cooperação com a Eslováquia para pressionar a Ucrânia a retomar o transporte de petróleo.
Duas frentes de ação foram mencionadas: manter pressão diplomática entre Hungria e parceiros regionais e discutir ações conjuntas para assegurar o fluxo de petróleo através do Druzhba. Orbán indicou ainda que o petróleo russo é essencial para evitar o agravamento de custos na gasolina.
Potenciais impactos económicos
A discussão incidiu sobre o efeito do bloqueio no abastecimento de gasóleo, já interrompido, e a possível elevação dos preços da gasolina se o fornecimento falhar. O primeiro-ministro destacou que a continuação das exportações de eletricidade permanece, citando famílias que vivem do lado ucraniano da fronteira.
Contexto de acusações
A narrativa apresentada pelo líder nacional aponta para um confronto entre Hungria e Ucrânia, com Orbán alegando mentiras por parte de Kiev sobre reparos no gasoduto. A comunicação com dirigentes ocidentais também foi mencionada, e Orbán referiu ainda preocupações com ações consideradas agressivas por parte de autoridades ucranianas.
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