- Bill Clinton depôs ao Congresso e afirmou não conhecer os crimes de Jeffrey Epstein nem ter feito nada de errado, dizendo que não viu nada e não fez nada de errado.
- O ex-presidente tornou-se o primeiro ex-chefe de Estado dos EUA a depor perante a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes.
- Na sessão anterior, Hillary Clinton disse não se lembrar de ter conhecido Epstein e foi questionada sobre objetos voadores não identificados e sobre uma teoria da conspiração de 2016.
- Documentos do Departamento de Justiça indicam que Clinton voou várias vezes no avião de Epstein no início dos anos 2000; Clinton negou irregularidades e disse lamentar a amizade.
- Os democratas acusam os republicanos de manobra partidária e defendem que Trump também seja intimo, já que o seu nome aparece nos arquivos; o Departamento de Justiça analisa material adicional.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton depôs-se perante a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, no âmbito de uma audiência sobre Jeffrey Epstein. A mensagem inicial reiterou que não tinha conhecimento dos crimes atribuídos ao seu antigo conhecido e que não teria voado no avião de Epstein se tivesse suspeitas de irregularidades.
O depoimento de Clinton ocorreu numa sessão que foi anunciada pela oposição como parte do escrutínio ao património do empresário. O ex-presidente foi questionado sobre viagens realizadas a bordo de aviões associados a Epstein, bem como sobre a eventual ligação entre Epstein e a fundação de beneficência ligada ao casal Clinton.
Clinton voou várias vezes no início dos anos 2000, depois de deixar o cargo, de acordo com registos de viagens. Documentos do Departamento de Justiça incluem imagens de Clinton com pessoas cujos rostos estavam ocultados. O ex-presidente negou irregularidades e manifestou pesar pela relação de amizade com Epstein.
Contexto no debate
A sessão sucede ao testemunho de Hillary Clinton, que disse não se recordar de conhecer Epstein, e que também foi questionada sobre outros temas não diretamente ligados ao caso. O painel da Câmara dos Representantes indicou que pretende confrontar Clinton com documentos e com o papel de Epstein junto de organizações de caridade.
Desdobramentos no inquérito
Os apoiantes de Clinton encerram as exibições como um exercício puramente político, ao mesmo tempo que apontam para a necessidade de cumprir os registos com outros indivíduos mencionados nos arquivos de Epstein. O Departamento de Justiça informou que analisa material relevante e divulgará informações quando apropriado.
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