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Kim Jong-un evita Seul e diz que pode manter boa relação com os EUA

Kim Jong-un afirma que, se Washington reconhecer o estatuto nuclear, poderá haver boa relação com os EUA, enquanto intensifica a hostilidade com Seul

Kim Jong Un assiste a um desfile com a sua filha em Pyongyang, Coreia do Norte, na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, enquanto o Norte encerrava o congresso do Partido dos Trabalhadores.
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  • Kim Jong-un disse que a Coreia do Norte poderia “dar-se bem” com os Estados Unidos se Washington reconhecesse o estatuto nuclear norte-coreano, num discurso no congresso do Partido dos Trabalhadores.
  • Reiterou que não há espaço para diálogo com a Coreia do Sul, afirmando que a Coreia do Sul é a entidade mais hostil e que não é compatriota.
  • Alertou que, se a segurança norte-coreana for ameaçada, a Coreia do Sul pode ser destruída completamente.
  • O congresso, em Pyongyang, incluiu desfile militar e contou com a presença de Kim Jong-un e da filha, Kim Ju Ae, estimada em cerca de 13 anos.
  • Analistas veem a retórica como forma de afirmar um papel regional mais forte, com ligações a Moscovo e Pequim, mantendo portas abertas para os EUA apenas se este reconhecer o estatuto nuclear – não havendo, porém, perspetivas de desanuviamento imediato.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou durante o congresso do Partido dos Trabalhadores que o país poderia manter relações positivas com os Estados Unidos caso Washington reconhecesse o estatuto nuclear norte-coreano. Ao mesmo tempo, deixou claro que não há espaço para diálogo com a Coreia do Sul, qualificando-a como a principal adversária. O evento decorreu em Pyongyang, com o desfile militar a fechar o programa do congresso.

Kim Jong-un respondeu a perguntas sobre o futuro das relações com os Estados Unidos, dizendo que a cooperação seria possível se o estatuto nuclear norte-coreano fosse respeitado e se cessasse a política hostil. A KCNA destacou que o regime pode aceitar estratégias de coexistência ou de confronto, conforme a postura de Washington.

No discurso, o líder pediu reforços militares, incluindo mísseis balísticos de submarino e arsenais nucleares táticos, para a defesa do regime. A KCNA indicou ainda que Kim assistiu, ao lado da filha Kim Ju Ae, a um desfile em Pyongyang que encerrou o congresso, realizado pela primeira vez desde 2016.

Relações com os EUA

Especialistas apontam que o discurso busca afirmar influência regional mediante o arsenal nuclear e laços com Moscovo e Pequim, sem indicar um caminho claro para desanuviar a tensão com Seul. A imprensa estatal ressaltou o foco em capacidades estratégicas como elemento de dissuasão.

Contexto internacional

Observadores analisam que, embora não haja indicação de um aumento imediato de confrontos, a retórica reforçada segue a linha de afirmação do poder nuclear norte-coreano. Há ainda espaço para que eventuais contatos com Washington evoluam conforme atitudes de ambos os lados.

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