- A Dinamarca vai realizar eleições legislativas antecipadas a 24 de março, anunciadas pela primeira-ministra Mette Frederiksen, em contexto de tensão com os EUA sobre a Gronelândia.
- Serão escolhidos os 179 deputados do Folketing, com 175 para a Dinamarca continental e dois para cada território semiautónomo (Gronelândia e Ilhas Faroé).
- As eleições podem ser convocadas a qualquer momento pelo chefe do Governo, ainda que, por norma, ocorram de quatro em quatro anos. A última foi em 1 de novembro de 2022.
- Frederiksen lidera uma coligação que inclui o Partido Liberal e o Partido Moderado, enfrentando pressão norte-americana por maior controlo sobre a Gronelândia.
- A tensão aumentou com a ameaça de novas tarifas pelos EUA e a de início de conversações técnicas entre Washington, Copenhaga e Nuuk sobre segurança no Ártico; as autoridades dinamarquesas reiteram que não negociam soberania.
A Dinamarca marcou eleições legislativas para 24 de março, anunciou a primeira-ministra Mette Frederiksen durante uma sessão no Parlamento. A decisão surge numa altura de tensão com os Estados Unidos sobre a Gronelândia, território autónomo.
Os cidadãos vão eleger os 179 deputados do Folketing, dos quais 175 representam a Dinamarca continental e os restantes 4 o território da Gronelândia e as Ilhas Faroé, cada um com dois representantes. As leis prevêem eleições de quatro em quatro anos, mas o Governo pode convocá-las a qualquer momento.
Frederiksen, líder do Partido Social-Democrata, lidera uma coligação com o Partido Liberal e o Partido Moderado. O foco do executivo nos últimos meses tem sido a relação com Washington e as negociações sobre a Gronelândia.
A tensão com os EUA intensificou-se com a disponibilidade de tarifas americanas em relação à Dinamarca e a outros países europeus. Foram iniciadas conversações técnicas entre Washington, Copenhaga e Nuuk sobre um possível acordo de segurança no Ártico.
As autoridades dinamarquesas e gronelandesas reiteraram que não estão em negociação de soberania sobre a Gronelândia. Frederiksen já afirmou que a crise permanece em aberto e que o tema continua a receber elevada prioridade.
Contexto internacional
A Gronelândia tem sido centro de atenção em virtude de interesses estratégicos e recursos naturais. A Dinamarca mantém a soberania, com amplas competências administrativas sobre o território autônomo. As negociações visam estabilidade regional e cooperação de segurança no Ártico.
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