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Deputados portugueses condenam incursão na Casa dos Direitos da Guiné-Bissau

Parlamento condena incursão policial na Casa dos Direitos e expulsão do embaixador da União Europeia, pedindo reposição urgente da ordem constitucional na Guiné-Bissau

Parlamento
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  • A Comissão dos Negócios Estrangeiros aprovou um voto de condenação à incursão policial na Casa dos Direitos na Guiné-Bissau e à expulsão do embaixador da União Europeia.
  • O texto condena a incursão, o encerramento forçado e atos arbitrários, considerados violações graves das liberdades fundamentais e do espaço cívico, além do desrespeito diplomático com a expulsão do embaixador da UE, Federico Bianchi.
  • Foi reiterado o apelo à reposição urgente da ordem constitucional na Guiné-Bissau e à libertação de todos os agentes políticos e institucionais detidos arbitrariamente.
  • Durante a sessão, foi referido que, desde o golpe de Estado de 23 de novembro de 2025, têm aumentado as provocações contra Portugal, com a necessidade de uma reacção veemente por parte do Governo português.
  • Em contexto externo, a União Europeia recebeu desculpas formais da Guiné-Bissau, a Guiné-Bissau foi suspensa de organizações como CEDEAO, União Africana e CPLP, e a CPLP adiou uma missão de bons ofícios.

A Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas aprovou um voto de condenação à incursão policial na Casa dos Direitos, em Guiné-Bissau, e à expulsão do embaixador da União Europeia do espaço. A decisão foi tomada na sessão desta terça-feira, 11 de fevereiro de 2026.

O texto conjunto condena a ação da polícia de Intervenção Rápida nas instalações da Casa dos Direitos, o seu encerramento forçado e atos arbitrários subsequentes. Os deputados também criticam a expulsão do embaixador da UE, considerada desrespeitosa para as normas diplomáticas.

Condena ainda o padrão de intimidação contra organizações da sociedade civil, incluindo a Casa dos Direitos e a Liga Guineense dos Direitos Humanos, com detenções arbitrárias e violência. O documento apela à reposição urgente da ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Contexto regional

A votação surge num momento de instabilidade após o golpe de Estado na véspera dos resultados provisórios das eleições de 23 de novembro de 2025. Parlamentares lembram provocações contra Portugal e pedem reação firme do Governo.

Incidentes com a UE

A União Europeia informou que o embaixador Federico Bianchi foi expulso de um evento por homens armados no dia 7 de fevereiro. Em 9 de fevereiro, autoridades guineenses apresentaram desculpas formais ao diplomata, segundo o porta-voz da Política Externa da Comissão Europeia.

Situação internacional

Após o golpe, Guiné-Bissau ficou suspensa de blocos regionais como CEDEAO, União Africana e CPLP. A CPLP cancelou uma missão de bons ofícios agendada para fevereiro. Missões regionais da CEDEAO e da UA continuam para mediar o retorno à normalidade constitucional.

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