- O académico Carlo Masala apresenta, em “Se a Rússia Vencer”, um cenário em que a Rússia invade um membro da NATO; a ocupação ocorre numa madrugada de março de 2028, na cidade estónia de Narva, em poucas horas e sem resistência aparente.
- O ataque decorre sem explosões, bombardeamentos ou confrontos significativos.
- O livro aponta uma grande probabilidade de a defesa mútua entre aliados não ser ativada.
- Masala considera este cenário o mais realista para os próximos anos e o mais perigoso para o Ocidente, sublinhando a necessidade de reforçar a dissuasão europeia.
- Mesmo que a ameaça esteja centrada no leste, os efeitos de uma falha em deter o agressor seriam sentidos em todo o continente.
Carlo Masala, professor de geopolítica, lançou o libro onde descreve um cenário em que a Rússia invade um membro da NATO. O objetivo é explorar as fragilidades da ordem internacional atual.
O enredo situa-se numa madrugada de março de 2028, quando tropas russas ocupam rapidamente a cidade estónia de Narva. Não há explosões nem confrontos visíveis, apenas uma intervenção rápida e surpreendente.
Masala sustenta que o episódio evidência uma escalada menos previsível, onde a defesa mútua entre aliados pode não ser acionada. O livro é intitulado Se a Rússia Vencer – Um cenário e foi publicado pela Penguin.
O professor, ligado à Universidade Bundeswehr de Munique, afirma que este cenário é o mais realista para os próximos anos, though também o mais perigoso para o Ocidente. O autor analisa implicações para a dissuasão europeia.
Para evitar tal desfecho, Masala recomenda reforçar capacidades de dissuasão e manter vigilância permanente sobre a ameaça russa. Segundo ele, os impactos de uma falha de resposta seriam sentidos por toda a Europa.
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