- Cuba enfrenta grave escassez de combustível há décadas; em janeiro a crise agravou‑se depois de Donald Trump cortar o petróleo venezuelano e de ameaçar tarifas a hidrocarbonetos para Havana.
- Um mês depois, o cerco dos EUA continua, numa tentativa aparente de sufocar o fornecimento energético da ilha.
- Washington sustenta o bloqueio alegando que Havana representa uma ameaça excecional para a segurança nacional devido às ligações com Rússia, China e Irão, e acusa o Governo cubano de perseguir opositores e restringir liberdades.
- Miguel Díaz‑Canel é apontado como o presidente que sucede Raúl Castro, num contexto de críticas aos direitos humanos e à governação cubana.
- As relações entre os EUA e Cuba permanecem tensas desde a revolução de 1959.
Há décadas que Cuba enfrenta uma grave escassez de combustível, mas a crise intensificou-se em janeiro, quando o Governo dos EUA cortou o fornecimento de petróleo venezuelano e sinalizou tarifas a países que vendessem hidrocarbonetos a Havana. O cerco energético continua, segundo fontes oficiais, numa tentativa de pressionar o regime.
O governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, afirma que o bloqueio agrava a restrição de bens básicos, incluindo combustíveis e alimentos, dificultando o funcionamento de serviços essenciais no país. A medida é apresentada por Washington como resposta a supostas ameaças à sua segurança.
As ações norte-americanas estão relacionadas ao fim do envio de petróleo venezuelano após a queda de Nicolás Maduro, ocorrida anteriormente, e a um conjunto de políticas que visam Cuba desde a década de 1960. A administração de Donald Trump justificou o bloqueio com acusações de violações de direitos humanos e com o argumento de que Cuba permanece alinhada com Rússia, China e Irão.
Contexto histórico
Relações entre EUA e Cuba remontam à revolução de 1959, que culminou na ruptura entre os dois países. Nos últimos anos, as tensões endureceram-se, com mudanças de governo a influenciar as políticas de embargo e de abastecimento energético. A agenda norte-americana aponta, segundo comentadores, para mudanças políticas em Havana.
Autoridades dos EUA defendem que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional devido aos seus laços exteriores e à repressão interna. Havana, por seu turno, mantém que o embargo é uma ferramenta de pressão económica sem base jurídica sólida. O cenário permanece sem sinal de desbloqueio imediato.
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