- A Dinamarca disse que a Gronelândia não precisa de um navio-hospital específico, mantendo que o acesso à saúde é universal e gratuito no território.
- O ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, afirmou que a população da Gronelândia recebe os cuidados de que precisa e, se necessário, é encaminhada para a Dinamarca.
- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse estar feliz por viver num país onde a saúde é gratuita e igual para todos, sem fazer referência direta à proposta norte-americana.
- A Gronelândia tem acesso gratuito aos serviços de saúde, geridos localmente, mas com forte cooperação de profissionais dinamarqueses; Nuuk concentra o principal hospital regional.
- Donald Trump anunciou nas redes sociais que enviaria um navio-hospital para a Groenlândia e que a operação está a ser preparada em coordenação com o enviado especial dos EUA para a ilha.
A Dinamarca afirmou que a Gronelândia não precisa de um navio-hospital, reagindo ao anúncio de Donald Trump de enviar uma unidade para o território autónomo dinamarquês. A fala ocorreu este domingo, num contexto de declarações oficiais vindas de Copenhaga.
O ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, disse à DR que a população da Gronelândia recebe os cuidados de que precisa, com tratamento local e, se necessário, na Dinamarca. A primeira-ministra Mette Frederiksen comentou estar feliz por viver num país com acesso à saúde gratuito e igual para todos, sem mencionar diretamente a proposta norte-americana.
Contexto de saúde na Gronelândia
A Gronelândia gere o seu sistema de saúde, que é gratuito, mas depende significativamente de profissionais dinamarqueses. O território dispõe de cinco hospitais regionais, sendo Nuuk o hub central que recebe pacientes de todo o território. Em fevereiro, o Governo da Gronelândia assinou um acordo com Copenhaga para melhorar o tratamento em hospitais dinamarqueses.
Repercussões relevantes
No sábado, Trump afirmou, numa publicação na Truth Social, que enviaria um navio-hospital para a Groenlândia para atender pessoas sem tratamento adequado, sem detalhar números. O anúncio mencionou coordenação com Jeff Landry, indicado como Enviado Especial dos EUA para a ilha árctica. A Marinha dos EUA possui dois navios hospitalares, Mercy e Comfort, mas nenhum está no Louisiana.
Contexto geopolítico
Trump já expressou interesse na Gronelândia, mas, após uma cimeira recente entre EUA, Gronelândia e Dinamarca, afastou a hipótese de uso da força militar. O rei Frederik X visitou a Gronelândia recentemente, numa demonstração de apoio ao território diante de pressões de aquisição por parte de Washington. Um incidente adicional foi o resgate de um tripulante de submarino norte-americano perto de Nuuk, anunciado pelo Comando do Ártico dinamarquês, sem confirmação de ligação com o anúncio do navio-hospital.
Entre na conversa da comunidade