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Merz é reeleito líder da CDU com 91% e promete não associar-se à AfD

Merz reeleito com 91,2% promete não colaborar com AfD, no congresso da CDU que aponta para “superano” eleitoral e tensão nas sondagens entre estados

O chanceler alemão, Friedrich Merz, depois da sua reeleição como líder da CDU, na sexta-feira, no congresso em Estugarda
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  • Friedrich Merz foi reeleito líder da CDU com 91,2% dos votos no congresso realizado em Estugarda.
  • O discurso de Merz criticou a AfD e reiterou que não haverá qualquer cooperação com esse partido.
  • Merkel esteve presente no evento e foi amplamente aplaudida pelos delegados.
  • O jornal Bild aponta sondagens atuais com a CDU/CSU em 26% e a AfD também em 26%, seguidas pelo SPD com 15%, Verdes com 12% e Die Linke com 10%.
  • O “superano eleitoral” começa em Baden-Württemberg, segue para Renânia-Palatinado no fim do mês e Saxónia-Anhalt em setembro, incluindo Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim.

Friedrich Merz foi reeleito líder da CDU com 91,2% dos votos no congresso da formação, realizado em Estugarda. O anúncio confirmou a liderança de Merz após a sua ascensão ao cargo de chanceler em maio de 2025, numa altura de popularidade limitada para o Governo.

Merz reiterou o afastamento da AfD, descrevendo o partido como uma falsa alternativa ao centro e garantindo que não haverá cooperação com a formação de extrema-direita. O discurso enfatizou manter acordos apenas no espectro central.

O Congresso contou com a presença de Angela Merkel, que recebeu fortes aplausos. Merkel participou pela primeira vez desde a saída da chanceler, num momento de paz aparente entre antigos rivais dentro da CDU.

A CDU prepara um “superano eleitoral” em cinco estados federados, começando por Baden-Württemberg e seguindo para Renânia-Palatinado, Saxónia-Anhalt, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Berlim. Nas sondagens, a AfD surge em primeiro lugar em dois estados.

As investidas contra a AfD destacam o receio de uma ascensão da extrema-direita. Merz prometeu promover políticas de segurança, redução da burocracia e reformas económicas, incluindo medidas para reduzir custos de energia.

O jornal Bild publicou sondagens internas que indicam queda de popularidade face à governação anterior, em que o Governo liderado pelo SPD, Verdes e FDP teve maior aceitação entre eleitores. A CDU/CSU mantém vantagem estável, mas não avança de forma esmagadora.

As eleições nos estados aparecem como barómetro para o cenário nacional, com a AfD a perfilar-se como opção viável em dois estados, o que pode alterar o equilíbrio político na próxima legislatura alemã. O resultado pode condicionar acordos futuros no Parlamento.

A agenda de Merz para 2025-2026 centra-se em reformas administrativas, contenção de custos energéticos e ajustes no Estado social, mantendo o foco na estabilidade governamental e na contenção de movimentos populistas.

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