- O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido cerca de 12 horas, sob suspeita de má conduta no exercício de funções públicas, ligação que se crê ao caso Epstein, e libertado sem acusações formais.
- As buscas no Royal Lodge, em Windsor, onde Andrew morava, foram retomadas pela Polícia do Vale do Tamisa pela manhã; a investigação continua.
- Andrew regressou a Sandringham, onde reside desde início do mês, após deixar o Royal Lodge, pressionado pelos escândalos e sem renda paga há mais de 20 anos.
- Documentos do FBI, relacionados com o caso Epstein, já mencionavam o nome do príncipe há mais de 15 anos; as investigações nos EUA continuam em paralelo aos procedimentos no Reino Unido.
- Nos Estados Unidos, políticos democratas e republicanos comentaram a detenção, com o Presidente Donald Trump descrevendo o episódio como “muito triste” para a monarquia, enquanto a família real reiterou que a lei deve seguir o seu curso.
A Polícia do Vale do Tamisa retomou hoje as buscas no Royal Lodge, em Windsor, casa do ex-príncipe Andrew durante mais de 20 anos. Andrew Mountbatten-Windsor esteve detido quase 12 horas por suspeita de má conduta em funções públicas, ligada ao caso Epstein. A investigação continua em curso.
As operações decorrem após o ex-príncipe ter sido libertado pela justiça britânica, mantendo-se o segredo de quaisquer acusações formais. As autoridades confirmaram que o inquérito prossegue sem apontar culpados neste momento.
Andrew regressou a Sandringham, onde vive desde o início deste mês, na sequência de ter sido obrigado a abandonar o Royal Lodge por questões de renda não paga e pressão pública. A defesa nega qualquer má conduta; não há acusações oficiais apresentadas.
Nos Estados Unidos, o caso ganhou relevo político. Congressistas exigem justiça para as sobreviventes do caso Epstein e apelam a uma resposta das autoridades norte-americanas. O tema gerou reacção entre democratas e alguns republicanos.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a detenção como um momento muito triste para a monarquia, mantendo que está ilibado de alegações relacionadas ao caso. A Casa Branca não confirmou detalhes sobre a coordenação com o Reino Unido neste processo.
Já o rei Carlos III divulgou que está preocupado com a detenção do irmão e defendeu o seguimento do processo legal pelos responsáveis competentes. O monarca pediu que se respeitem os procedimentos e afastou-se de adicionar comentários às atualizações legais.
A Polícia do Vale do Tamisa nega ter avisos prévios ao Palácio de Buckingham sobre a detenção de Andrew antes da operação em Sandringham. A secretária de Estado para Assuntos Internos foi informada, segundo o organismo, cerca de meia hora antes. A investigação continua a decorrer.
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