- Autoridades dos EUA disseram que as forças armadas estarão prontas para atacar o Irão a partir de sábado, com Trump a ponderar a ação e a discutir o tema com os seus principais assessores.
- A Casa Branca avalia os riscos de uma escalada regional e as implicações políticas e militares de uma retração, apesar das negociações entre Washington e Teerão em Genebra.
- Trump escreveu na Truth Social que, se o Irão não chegar a um acordo, pode ser necessário usar Diego Garcia e o aeródromo em Fairford para enfrentar um regime considerado instável.
- Qualquer operação seria provavelmente uma campanha massiva, com duração de semanas, possivelmente realizada em conjunto com Israel, e o porta-aviões USS Gerald Ford aproxima-se do Mediterrâneo oriental.
- O Pentágono deverá retirar temporariamente parte do pessoal do Médio Oriente para os EUA ou para a Europa nos três dias que antecedem uma possível ação, segundo a CBS. As negociações em Genebra contaram com Jared Kushner e Steve Witkoff a reunirem-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, com avanços, mas ainda existindo grandes divergências.
O Exército dos EUA prepara-se para uma possível ofensiva contra o Irão, com indicações de que ações poderão arrancar no fim de semana. A informação surge a partir de relatos de várias fontes de segurança norte-americanas, mencionando uma decisão ainda em avaliação pelo Presidente Donald Trump.
Segundo relatos, a decisão final não está tomada, apesar de o tema estar a ser discutido com os conselheiros próximos do presidente. A Casa Branca analisa também os riscos de uma escalada regional e as potenciais consequências políticas e militares de uma retração.
Numa escalada de tensão, Trump publicou numa rede social que, se o Irão não ceder, poderá ser necessário usar bases no exterior para repelir um possível ataque de um regime instável. Essas declarações foram amplamente acompanhadas pela imprensa.
Um conselheiro de Trump indicou à Axios que existe uma probabilidade elevada de ação cinética nas próximas semanas, mesmo com avanços limitados nas negociações. A versão oficial mantém o foco na diplomacia, apesar do crescimento da retórica.
Fontes próximas do processo indicam que uma campanha militar seria extensa e orquestrada com apoio de Israel, envolvendo várias fases ao longo de semanas. O timing estaria dependente de movimentações estratégicas no terreno.
A chegada prevista do porta-aviões USS Gerald Ford ao Mediterrâneo Oriental é apontada como fator-chave para decidir o momento de qualquer ataque. Analistas veem essa mobilização como elemento central de planeamento.
Antes de qualquer decisão, o Pentágono poderá retirar parte do pessoal do Médio Oriente para os EUA ou para a Europa, nos três dias que antecedem uma possível operação, segundo a CBS, citando várias fontes.
Negociações em Genebra
Conselheiros próximos de Trump reuniram-se com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros em Genebra, numa reunião de três horas, com avanços reconhecidos por ambas as partes. Contudo, permanecem divergências significativas sobre questões-chave.
O vice-presidente dos EUA afirmou que as negociações evoluíram bem em certos aspetos, mas que Trump fixa limites ainda não aceites pelo Irão. A comunicação oficial recusa lançar previsões definitivas.
A porta-voz da Casa Branca reiterou que há fundamentos para considerar uma ação, embora seja preferível primeiro manter o canal diplomático aberto. O Irão mantém o argumento de que o enriquecimento nuclear faz parte do direito nacional.
O chefe da energia atómica iraniano garantiu que o enriquecimento é uma matéria soberana, associando o direito de beneficiar pacificamente a uma proteção do programa nuclear sob supervisão da AIEA.
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