- A polícia do Vale do Tamisa investigava, paralelamente à detenção de hoje, a ligação do ex-príncipe Andrew a Jeffrey Epstein, sem relação direta com crimes sexuais.
- Em 2019, Andrew afirmou à BBC que conhecer Epstein teve “resultados muito benéficos”, comentário que suscitou críticas.
- Virginia Giuffre, vítima de Epstein, alegou ter mantido relações com Andrew três vezes, incluindo numa mansão em Nova Iorque quando era menor de idade.
- Em novembro de 2019, após as revelações, o rei Carlos III retirou os títulos reais ao irmão, que estava afastado da agenda pública desde 2019.
- Documentos do caso mencionam a deslocação, em 2010, de uma mulher russa de 26 anos para o Reino Unido, através de Epstein, com o objetivo de promover um encontro sexual com Andrew; pode ter sido vítima de tráfico humano.
Ainda que a detenção desta quinta-feira não esteja relacionada com crimes sexuais, a polícia do Vale do Tamisa investigava, paralelamente, a ligação do ex-príncipe ao financeiro Jeffrey Epstein. A investigação centra-se na possível relação entre Andrew e o mesmo esquema de abuso de menores associado a Epstein.
Em 2019, numa entrevista à BBC, o ex-príncipe afirmou que conhecer Epstein teve “resultados muito benéficos”, insinuando que a relação o colocou sob a supervisão daqueles que condenavam os atos do bilionário. As declarações intensificaram o escrutínio público sobre a sua rede de contactos.
Ainda nesse ano, Virginia Giuffre, uma das vítimas associadas a Epstein, revelou publicamente que amigos do empresário também abusavam de menores. Giuffre alegou ter mantido relações com Andrew, quando this era menor, numa propriedade em Nova Iorque. O caso contribuiu para o afastamento do príncipe da agenda pública em 2019.
Ligações com Epstein e desdobramentos
Documentos de Epstein referem uma deslocação de uma mulher russa, em 2010, ao Reino Unido para facilitar um encontro com Andrew. Os materiais, contendo milhares de fotografias e vídeos, apontam para eventual tráfico humano e abuso sexual. No momento atual, a mulher vive nos EUA e conta com defesa legal.
As autoridades também acompanham a possível promiscuidade da rede de Epstein com outras figuras públicas. A investigação visa esclarecer se houve assistência, participação ou ocultação de atividades ilícitas associadas ao ex-financiador.
Maus-tratos a funcionários
Paul Page, antigo membro do Royal Protection Group, descreveu, em contexto televisivo, um ambiente de trabalho marcado por comportamentos agressivos do ex-príncipe para com os profissionais de segurança. O relato indica um clima de tensão e hostilidade dentro da instituição.
Estas informações compõem parte de um conjunto de investigações em curso sobre a conduta e as ligações do ex-príncipe a Epstein, bem como o impacto na família real e nas suas estruturas de segurança. As autoridades não avançaram com conclusões finais até ao momento.
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