- Várias personalidades da esquerda portuguesa subscrevem uma carta a defender o mandato de Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados.
- A carta solicita ao Governo português que assuma uma posição inequívoca a favor do multilateralismo e da autonomia das instituições internacionais.
- Albanese tem sido alvo de pedidos de demissão por parte de governos como os de França e Alemanha.
- Entre os subscritores estão ex-ministros do PS, nomeadamente Ana Catarina Mendes, João Costa, Marina Gonçalves e Tiago Brandão Rodrigues.
- Contam-se também antigos e atuais deputados do PS, Livre, Bloco de Esquerda, Partido Ecologista “Os Verdes” e JPP.
Numa carta de apoio à relatora especial da ONU para os territórios palestinianos ocupados, Francesca Albanese, personalidades da esquerda portuguesa pedem ao Governo uma posição firme a favor do multilateralismo e da autonomia das instituições internacionais. O objetivo é defender o mandato da especialista frente a pedidos de demissão vindos de governos como o francês e o alemão.
Entre os subscritores encontram-se antigos ministros do PS, nomes como Ana Catarina Mendes, João Costa, Marina Gonçalves e Tiago Brandão Rodrigues. Also constam deputados já atuais ou ex-deputados de diferentes formações, incluindo PS, Livre, Bloco de Esquerda, PEV e JPP.
A carta surge numa altura em que vários governos europeus têm solicitado o afastamento de Albanese, alegando posicionamentos considerados hostis ou desadequados. Os signatários exigem que o Governo português não ceda a pressões externas e mantenha o apoio ao funcionamento independente das fontes internacionais.
Os signatários destacam a importância de manter o diálogo multilateral para a resolução de conflitos e para a defesa do direito internacional. Apontam ainda que a autonomia de relatores independentes é essencial para a monitorização de situações em território ocupado.
A iniciativa é apresentada como uma resposta política interna à pressão externa sobre o corpo público internacional. Não foram divulgados detalhes sobre o número de subscritores nem sobre o conteúdo exato da carta, beyond o apoio ao mandato de Albanese.
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