- Costa disse acreditar na adesão da Ucrânia à União Europeia a curto prazo, sem indicar datas.
- afirmou que o processo de adesão faz parte do próprio processo de paz e é fundamental para um futuro acordo de paz.
- espera que as negociações formais sejam abertas o mais rapidamente possível, sem especificar fronteiras de tempo.
- mostrou otimismo quanto a avanços, mesmo diante do veto húngaro, e lembrou que a adesão pode ser mais rápida que em outros casos.
- a Ucrânia é país candidato desde junho de 2022; na lista de candidatos também constam Albânia, Bósnia-Herzegovina, Geórgia, Macedónia do Norte, Moldova, Montenegro, Sérvia, Turquia.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse acreditar que a adesão da Ucrânia à União Europeia ocorrerá a curto prazo, embora não tenha apontado datas. A afirmação surge no contexto da sua visita oficial à Noruega, em Oslo, para reuniões com líderes europeus.
Costa destacou que o processo de adesão faz parte do próprio processo de paz, acrescentando que não é apenas fundamental para consolidar a paz, mas também para um possível acordo futuro de paz. O objetivo é manter o impulso e avançar no alargamento.
Questionado sobre os passos seguintes, o Presidente do Conselho Europeu afirmou esperar que as negociações formais se possam abrir o mais rápido possível. Não garantiu um ano específico, enfatizando a importância de manter o ritmo.
O líder português lembrou que cada processo de adesão tem estruturas próprias e que a Hungria tem bloqueado avanços, por razões políticas e culturais. Considerou que o processo da Ucrânia está a progredir mais rapidamente do que o observado noutros casos.
Costa recordou ainda que o seu país aguardou nove anos para aderir à UE, argumentando que a Ucrânia caminha com maior velocidade. Descreveu a guerra na Ucrânia como o maior desafio da União Europeia no momento.
Desde o estatuto de país candidato, atribuído em junho de 2022, a Ucrânia tem enfrentado resistência húngara, ainda que um visto tenha sido concedido ao estatuto. O bloco tem mantido a posição de que a adesão depende de reformas e de mérito.
A Comissão Europeia, num relatório de 2023 sobre o alargamento, confirmou o empenho da Ucrânia no caminho para a adesão, apontando avanços nas reformas fundamentais. Atualmente, a UE lista Ucrânia entre os países candidatos junto de Albânia, Bósnia-Herzegovina, Geórgia, Macedónia do Norte, Moldova, Montenegro, Sérvia e Turquia.
António Costa iniciou o mandato de dois anos e meio à frente do Conselho Europeu em 1 de dezembro de 2024, tornando-se o primeiro socialista e o primeiro português a ocupar o cargo. A posição manteve-se de forma contínua na agenda europeia.
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