- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou o rearmamento nuclear como um “erro histórico” e pediu às potências para impedir uma nova corrida às armas enquanto ainda é possível.
- Em Munique, Sánchez destacou que as potências nucleares parecem ter esquecido as lições do passado ao expandirem arsenais nucleares.
- Afirmou que, juntas, gastam mais de onze milhões de dólares por hora em armas nucleares, com os Estados Unidos estimados para investir cerca de 946 mil milhões de dólares nas próximas décadas.
- Pediu que as potências nucleares interrompam o rearmamento, entrem em negociações e entrem num novo Tratado de Redução de Armamento Estratégico (START).
- Sublinhou a necessidade de reforçar a dissuasão europeia e, de forma coordenada, criar um exército europeu já, com a Espanha a comprometer-se a contribuir com recursos.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, classificou este sábado o rearmamento nuclear como um erro histórico e pediu às potências nucleares que impeçam uma nova corrida ao armamento, enquanto ainda há tempo para agir. O apelo foi feito na Conferência de Segurança de Munique.
Segundo Sánchez, as potências gastam mais de 11 milhões de dólares por hora em armas nucleares, e apenas os Estados Unidos devem investir quase 947 mil milhões de dólares nas próximas décadas. O objetivo é evitar que lições do passado sejam esquecidas.
O chefe do Governo espanhol sublinhou a necessidade de a Europa reforçar as suas capacidades de defesa para proteger a liberdade e o modo de vida, bem como para assegurar garantias de segurança aos parceiros internacionais.
Apelos e propostas
O líder espanhol defendeu a interrupção do rearmamento, o regresso às negociações e a assinatura de um novo tratado START para limitar arsenais estratégicos, mantendo a humanidade fora de uma nova corrida.
Sánchez pediu também a criação de um exército europeu, coordenado e controlado, com participação ativa da Espanha, como resposta à atual conjuntura geopolítica e às tensões com a Rússia, garantindo dissuasão coordenada.
A 62.ª Conferência de Segurança de Munique decorre até domingo e reúne especialistas em políticas de segurança de várias partes do mundo.
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