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Relatório de cinco países europeus acusa a Rússia de envenenamento de Navalny

Cinco países europeus afirmam que a Rússia envenenou Navalny com epibatidina, tornando o alegado homicídio cientificamente comprovado

O líder da oposição russa, Alexei Navalny, fala aos meios de comunicação social no exterior do escritório da Fundação Anticorrupção em Moscovo, Rússia, 26.12.2019
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  • Cinco países europeus — Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos — acusam a Rússia de envenenar Alexei Navalny na prisão, em 2024, com uma toxina rara chamada epibatidina.
  • A análise das amostras recolhidas confirmou de forma conclusiva a presença de epibatidina, uma toxina encontrada em rãs da América do Sul.
  • Segundo os ministérios dos Negócios Estrangeiros, apenas o Estado russo tinha os meios, o motivo e o desprezo pelo direito internacional para levar a cabo o ataque; os países remeteram o caso à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW).
  • Navalny morreu na colónia prisional do Ártico em fevereiro de 2024, enquanto cumpria uma pena de dezenove anos.
  • A viúva, Yulia Navalnaya, afirmou que o assassinato é agora um “facto cientificamente comprovado”, após as afirmações dos cinco países europeus.

Cinco países europeus afirmaram que a Rússia envenenou o opositor Alexei Navalny, enquanto este se encontrava na prisão, em 2024. A suspeita foi apresentada a propósito da Conferência de Segurança de Munique e envolve uma toxina rara utilizada para o ataque. O objetivo declarado é manter o escrutínio sobre o caso.

De acordo com uma declaração conjunta dos ministérios dos Negócios Estrangeiros de Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Países Baixos, a análise de amostras recolhidas de Navalny confirmou a presença de epibatidina, uma toxina de rãs da América do Sul. Assinalam que apenas o Estado russo possuía os meios, o motivo e o desprezo pelo direito internacional para o realizar.

O Reino Unido indicou ter remetido o caso à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW). A nota conjunta reforça que Navalny, opositor de longas datas de Vladimir Putin, morreu na prisão do Ártico em fevereiro de 2024, enquanto cumpria uma pena de 19 anos.

Navalny destacou-se pela defesa da transparência e pela organização de protestos contra o Kremlin. A sua viúva, Yulia Navalnaya, já afirmou, em anos anteriores, que dois laboratórios independentes tinham concluído ter havido envenenamento, recebendo repetidas acusações contra as autoridades russas, negadas pelo governo de Moscovo.

Reação internacional

Nesta altura, não estão previstas conclusões jurídicas rápidas, mas o grupo de cinco países sublinha a necessidade de responsabilização. A posição conjunta reforça o alinhamento entre as potências europeias em relação a ações atribuídas a Moscovo no âmbito de violações do direito internacional.

Yulia Navalnaya reiterou, após as declarações, que o caso de Navalny foi cientificamente comprovado, referindo-se às conclusões das análises laboratoriais. A viúva mantém as acusações de responsabilidade ao regime de Putin, sem, contudo, detalhar novas evidências públicas.

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