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Tarique Rahman retorna ao poder no Bangladesh após exílio

Tarique Rahman regressa ao Bangladesh, assume a liderança do BNP e confirma maioria de dois terços no Parlamento, prometendo democracia e estabilidade

Tarique Rahman, líder do Partido Nacionalista do Bangladesh, será o próximo primeiro-ministro do Bangladesh
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  • As eleições no Bangladesh deram ao Partido Nacionalista (BNP) uma maioria de dois terços no Parlamento, com 204 dos 350 assentos, elegendo Tarique Rahman como primeiro-ministro.
  • Rahman regressou ao país após 17 anos de exílio em Londres e tornou‑se líder do BNP a 9 de janeiro, sob o lema “Bangladesh acima de tudo”.
  • O regresso ocorreu numa altura em que estas foram as primeiras eleições desde a queda do regime da então primeira-ministra Sheikh Hasina, com uma afluência de cerca de 60%.
  • O BNP prometeu maior participação das mulheres na política, mais oportunidades económicas, investimento na indústria, respeito pelo Estado de direito e um limite de dois mandatos para os primeiros-ministros.
  • Rahman adotou um tom mais moderado, defendendo reconciliação, paz e estabilidade, tentando afastar acusações de nepotismo associadas à família Zia.

O Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) conquistou uma maioria expressiva no Parlamento bengalês nas eleições de 2025, assegurando a Tarique Rahman a liderança do partido e a hipótese de tornar-se primeiro-ministro. Rahman regressou ao Bangladesh na véspera da votação, após 17 anos no exílio.

As eleições marcaram o retorno em solo nacional de Rahman, figura de proa do BNP e filho da ex-primeira-ministra Khaleda Zia. O pleito ocorreu numa conjuntura de afluência elevada, com quase 60% de participação, numa altura em que a Liga Awami estava impedida de concorrer.

O BNP alcançou 204 dos 350 lugares no Parlamento, garantindo uma vitória com maioria de dois terços. O país viveu uma crise política prolongada desde a Revolução de Julho de 2024, que gerou forte contestação e violência.

Rahman esteve exilado em Londres após enfrentar acusações de corrupção e a suspensão de direitos políticos durante o governo anterior de Hasina. A defesa do líder sempre denunciou motivação política nas acusações, embora tenha sido condenado em 2004 por um ataque a um comício.

Entre 2018 e a sua eleição como líder interino do BNP, Rahman manteve presença ativa na cena política. O BNP justificou o regresso com a necessidade de reconstruir o partido e consolidar a democracia, segundo a sua liderança.

No programa do BNP, Rahman prometeu maior participação feminina na política, oportunidades económicas, respeito pelo Estado de direito e expansão de apoios sociais. O governo também visou investir na indústria e limitar mandatos.

O regresso de Rahman foi acompanhado por um tom mais moderado e conciliador. O líder disse que a democracia fortalece o país e apelou à paz e à estabilidade como pilares para o desenvolvimento nacional.

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