- A Rússia afirmou que vai fornecer ajuda material a Cuba, em resposta ao embargo energético imposto pelos EUA, classificando a pressão sobre a ilha como excessiva.
- O anúncio ocorre numa altura em que a Venezuela deixou de fornecer petróleo a Cuba, após ordem do presidente dos EUA, Donald Trump.
- Cuba já implementou medidas de emergência, como uma semana de trabalho de quatro dias para as empresas estatais e restrições à venda de combustível.
- Além da Rússia, outros aliados de Havana, incluindo participantes dos BRICS, estão a apoiar a ilha, enquanto Moscou acusa Washington de exercer pressão indevida.
- Autoridades cubanas avisaram que o país pode enfrentar falta de combustível de aviação, num contexto de tensões entre Cuba e os EUA.
A Rússia anunciou que vai fornecer ajuda material a Cuba, em resposta ao embargo energético imposto pelos EUA, o que Moscovo descreve como uma pressão excessiva sobre a ilha. A afirmação foi feita na sexta-feira pelo vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Ryabkov, em declarações à TASS.
A medida ocorre numa altura em que Havana enfrenta cortes no fornecimento de petróleo venezuelano, ordenados por Washington após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro. O Governo cubano implementou medidas de emergência entre elas redução de jornada de trabalho e restrições ao combustível.
Além disso, o presidente dos EUA assinou uma ordem executiva para impor tarifas a países que vendam petróleo a Cuba, enquadrando a situação como uma ameaça à segurança nacional. Cuba já enfrenta interrupções em água, saúde, alimentos e outros bens nos distritos mais afetados pelo furacão Melissa.
Ryabkov afirmou que outros países amigos de Havana, incluindo membros do BRICS, também tentam mitigar os efeitos do embargo. O diplomata acusou Washington de exercer pressão forte que, segundo ele, levou Rússia e Canadá a repatriarem milhares de turistas.
O porta-voz do Kremlin reiterou que não busca uma escalada de tensões com a Casa Branca em relação aos carregamentos de petróleo para Cuba. Em Havana, fontes destacaram que Moscovo planeava entregar petróleo e derivados como ajuda humanitária.
A última parcela de petróleo bruto enviada pela Rússia para Cuba ocorreu em fevereiro de 2025, por determinação de Putin. Paralelamente, Moscovo tem aconselhado cidadãos russos a evitar viagens à ilha, sem descartar cenários de mudanças no quadro político.
No fim de semana, o Governo cubano avisou companhias aéreas sobre a possível escassez de combustível de aviação, associada ao embargo petrolífero dos EUA. A situação mantêm-se sob observação internacional.
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